Por Kleber Karpov
A indústria de transformação do Brasil caiu para a 69ª posição entre 90 países no primeiro trimestre deste ano, marcando o segundo ano consecutivo de piora no cenário internacional. O resultado, compilado pelo Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (IEDI) com base em dados da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (Unido), reflete um recuo de 0,1% na produção nos últimos 12 meses, apesar de uma leve alta trimestral de 1,5%.
A deterioração do setor industrial brasileiro no ranking global é acentuada. No primeiro trimestre de 2024, o país ocupava o 33º lugar, impulsionado por um crescimento de 1,7%. Um ano depois, no mesmo período de 2025, já havia caído para a 47ª posição. A perda acumulada em dois anos chega a 36 posições.
O desempenho atual representa uma melhora em relação ao quarto trimestre de 2025, quando o Brasil chegou a ocupar o 80º lugar. Naquele período, a atividade industrial registrou uma queda de 1,8%, atribuída à interrupção de um ciclo de crescimento e a um cenário de taxa de juros a 15%.
Comparativo com o desempenho global
Apesar da alta de 1,5% na produção industrial no primeiro trimestre deste ano em comparação com o trimestre anterior — um ritmo ligeiramente superior à média global de 1,2% —, o desempenho anualizado do Brasil permanece negativo e aquém do cenário mundial.
Enquanto a produção industrial global cresceu, em média, 3,1% nos últimos 12 meses, o setor brasileiro registrou uma retração de 0,1%. Mesmo com o resultado, o país não ficou entre os piores desempenhos globais, que foram liderados por Guiné (-57,2%) e Irlanda (-14,9%). No topo do ranking, os maiores avanços foram observados por economias como Angola, com um crescimento de 112,2%, Cazaquistão (40,1%) e Uzbequistão (38,5%), demonstrando uma forte dinâmica em outros mercados.
Desempenho industrial vira arma em disputa no DF
O fraco desempenho da indústria nacional tornou-se pauta na disputa eleitoral pelo governo do Distrito Federal. Em 17 de agosto, a governadora e candidata à reeleição, Celina Leão (Progressistas), criticou a gestão de seu adversário, Ricardo Cappelli (PSB), à frente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI).
“O pior ano da indústria do Brasil foi ano passado. Capelli ficou três anos à frente da ABDI. Se você pegar o Instagram dele, não tem nada sobre indústria, é só críticas ao GDF. Se ele tivesse cuidado da missão primeiro, que era cuidar das indústrias do Brasil, ele poderia até falar: ‘Olha, eu fiz uma missão.’ Eu cumpri a missão. Aonde eu passei nos meus quatro mandatos, eu deixei um legado”, disse a governadora.
Em resposta às críticas, Ricardo Cappelli convidou a candidata para um debate focado no setor industrial brasileiro, buscando confrontar as acusações.
Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894
Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Graduado em Jornalismo (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal. Criador do Comitê Virtual (www.comitevirtual.com.br), plataforma de gestão de campanhas eleitorais. Criador do PubliqueAi (www.publiqueai.com), primeira plataforma brasileira de produção técnica de textos jornalísticos ou jurídicos, com uso de Inteligência Artificial; Criador do Quero Meu Carro de Volta (www.queromeucarrodevolta.com.br), lançado em 2012. Serviço de utilidade pública para vítimas de roubos e furtos de veículos em todo o país; Ex-produtor e apresentador do programa Panorama Político na Rádio Federal;













