Apesar de redução, trotes ainda afetam atendimento do SAMU

Em 2022, foram registradas quase 16 mil ligações falsas, o que continua sendo um grande prejuízo para quem necessita de serviços de emergência

Por Adriana Izel

Durante o ano de 2022, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) recebeu 15.810 ligações de falsas emergências. Esse é o menor número relativo a trotes nos últimos quatro anos. Segundo os dados do órgão, em 2021, foram registradas 26.443 ligações, enquanto em 2020 e 2019 os números foram de 51.744 e 68.002, respectivamente.

“A gente consegue entender de várias maneiras a contribuição para a diminuição do trote. A divulgação nas mídias, que fazem um processo de fixação e atualização contínua da população. Assim como projetos como o Samuzinho, onde explicamos as nossas ações nas escolas, e atividades em locais públicos”, afirma o diretor do Samu, Victor Arimatea.

O diretor do Samu também diz que o órgão percebeu a redução nas falsas emergências, principalmente, no período da pandemia de covid-19. “Teve uma redução significativa. Acredito que porque a saúde e o Samu estavam na mídia. Trouxe esse alerta e o estado de conscientização da importância da saúde. Mas é claro que o trote ideal é o zero”, defende.

“Existe um protocolo e uma nota técnica, além do aprendizado. Por isso, eles (técnicos auxiliares) já conseguem identificar o trote e impedir que cheguem até a mesa do médico regulador e até o atendimento avançado nas ruas”Victor Arimatea, diretor do Samu

Prejuízo aos atendimentos

Apesar da redução dos casos, as falsas emergências ainda são uma realidade na central de atendimento do 192. Os operadores são treinados e, com a experiência, também passam a perceber os indícios de um trote. Porém, as ligações desnecessárias congestionam as linhas e impedem o atendimento rápido a casos de real urgência.

“Existe um treinamento para cada um dos postos da central de regulação. O posto dos técnicos auxiliares de regulação médica é onde param a maior parte dos trotes, diria que 99%. Existe um protocolo e uma nota técnica, além do aprendizado. Por isso, eles já conseguem identificar o trote e impedir que chegue até a mesa do médico regulador e até o atendimento avançado nas ruas”, explica Arimatea.

No caso dos telefonemas falsos que acabam passando do primeiro filtro de atendimento na central, o prejuízo é ainda maior. “Quando acontece de ir uma viatura, é o que mais impacta. Temos uma demanda reprimida e precisamos utilizar os recursos de forma consciente. Quando acontece, é muito danoso. Porque a gente entende que um caso que precisa vai ficar sem uma viatura disponível”, diz o diretor do Samu.

“Todo trote em si prejudica o sistema. Se tenho a linha congestionada, uma quantidade de ligações não puderam ser atendidas e temos que atender. O trote em qualquer nível vai ter impacto porque afeta o atendimento de uma pessoa com urgência”, complementa.



Política Distrital nas redes sociais? Curta e Siga em:
YouTube | Instagram | Facebook | Twitter






Brasiliense Thiago Ávila é mantido preso para interrogatório em Israel

Por Kleber Karpov O ativista brasileiro Thiago Ávila, detido em...

Liberdade de Imprensa sob pressão global

Por Edgar Lisboa, Repórter Brasília A fotografia mais recente da...

Tecnologia: Máscara criada com apoio da FAPDF inativa vírus respiratórios

Por Kleber Karpov No contexto atual, em que doenças respiratórias...

Cofen e Sindate-DF repudiam caso de agressão de Magno Malta a técnica em Enfermagem

Por Kleber Karpov O Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) e...

Destaques

Brasiliense Thiago Ávila é mantido preso para interrogatório em Israel

Por Kleber Karpov O ativista brasileiro Thiago Ávila, detido em...

Ministério da Saúde inicia entrega de 3,3 mil veículos para transporte de pacientes do SUS em todo o país

Por Kleber Karpov O Ministério da Saúde iniciou a entrega...

Liberdade de Imprensa sob pressão global

Por Edgar Lisboa, Repórter Brasília A fotografia mais recente da...

Tecnologia: Máscara criada com apoio da FAPDF inativa vírus respiratórios

Por Kleber Karpov No contexto atual, em que doenças respiratórias...

Projeto com opoio da FAPDF utiliza dados e inteligência artificial para otimizar gestão hospitalar no DF

Por Kleber Karpov A saúde pública no Distrito Federal está...