Brinquedotecas levam conforto às crianças na rede pública de saúde

Oito hospitais e diversas unidades básicas de saúde dispõem de espaços com livros, brinquedos e mesas

Por Ian Ferraz

Oito hospitais do Distrito Federal e parte das unidades básicas de saúde (UBSs) contam com brinquedotecas. A medida traz leveza e conforto aos pacientes e também a quem cuida deles. A estrutura de cada uma delas varia, mas o cuidado com as crianças é um padrão.

Hospital Regional de Ceilândia teve espaço lúdico inaugurado recentemente | Foto: Tony Winston/Agência Saúde

É o caso das instalações montadas nos hospitais Materno Infantil de  Brasília (Hmib) e regionais da Asa Norte, Brazlândia, Guará, Região Leste, Sobradinho e de Ceilândia e Taguatinga – esta última passa por reparos antes da reabertura. A mais nova sala, recém-inaugurada, é a brinquedoteca Renato Russo, no Hospital Regional de Ceilândia, que recebeu brinquedos, uma televisão e cadeiras para atendimento aos pequenos.

“Às vezes pensamos que a brinquedoteca traz conforto apenas para o paciente internado, mas ela traz leveza para o trabalho dos técnicos de enfermagem e é utilizada pelos fisioterapeutas como um local de atendimento também”, explica a diretora do Hospital do Guará, Roshni Babulal.

“ Brincar é parte fundamental do processo de cura”Michelle Lopes, superintendente da Região Sul de Saúde

A enfermaria de pediatria atende pessoas com até 13 anos incompletos, e cada pai ou responsável deve acompanhar os pacientes. Segundo a Secretaria de Saúde (SES), os brinquedos são limpos todos os dias, respeitando a recomendação de controle de infecção hospitalar.

Cuidado integral

A superintendente da região Centro-Sul, Michelle Lopes, reforça a importância dessas estruturas no acolhimento: “Sou entusiasta das ações que vão além das medidas tradicionais de cuidados, e isso inclui cuidar da criança e da mãe de forma integral durante a internação. Brincar é parte fundamental do processo de cura. Acalma, conforta e acalenta nosso coração de mãe quando vemos nossos pequenos recuperando o prazer de brincar, mesmo diante de uma situação de fragilidade.

Cada hospital conta com o próprio espaço lúdico. Uns possuem livros, mesas de pintura, outros têm brinquedos. E há aqueles que estão cuidando para aprimorar esses cantinhos de acolhimento.

Além do Hospital Regional de Ceilândia, que reabriu a brinquedoteca em dezembro de 2022, o Hospital de Taguatinga também ganhará investimentos nesse setor.

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