MPDFT: Educadores recebem formação para trabalhar o combate à corrupção no cotidiano escolar

No dia 20, os gestores educacionais que receberam a formação vão ministrar o treinamento para servidores das suas respectivas escolas

Para que educadores sejam capazes de desenvolver nas escolas do Distrito Federal atividades de prevenção à corrupção, o Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) e a Secretaria de Educação do DF realizaram, nesta terça-feira, 12 de setembro, o “Dia D Formação em Rede”. A atividade, voltada para educadores da rede pública do DF, teve como tema “Cidadão contra a Corrupção”.

O evento contou com a participação das promotoras de Justiça Fernanda Molyna e Luciana Asper, que ministraram palestra sobre o contexto da corrupção no Brasil e seu impacto na sociedade. Segundo Luciana, os países que conseguiram superar a corrupção investiram no tripé formado por repressão, detecção de desvio de recursos públicos e prevenção primária. Para a promotora, todos esses elementos podem ser trabalhados na sala de aula.

De acordo com dados do Fórum Econômico Mundial, o Brasil é o 2º país mais corrupto do mundo, ficando atrás apenas da Venezuela. Com essa informação, a promotora de Justiça alertou para a importância de conscientizar os alunos de como o serviço público funciona, de capacitar para o uso de ferramentas de controle e despertar para a necessidade do cidadão fiscalizar o que é seu. “Querem nos convencer que a corrupção está no DNA do brasileiro, mas ninguém nasce corrupto. É preciso unir forças para mudar paradigmas e a mentalidade de quem está nas instituições”, afirmou.

“O que você tem a ver com a corrupção?”

Dia D2 600 x 400Durante a atividade, diretores de escolas compartilharam a experiência de receber a campanha “O que você tem a ver com a corrupção?”. O projeto do Ministério Público tem o intuito de disseminar o valor da honestidade e da cidadania para estudantes de escolas públicas e privadas, por meio de palestras. Entre 2016 e 2017, já foram realizadas mais de 240 palestras.

A diretora da Escola Parque Anísio Teixeira, Neide Rodrigues, ressaltou que os estudantes se interessam mais pelo tema quando recebem convidados de fora da escola, e que, após o assunto ser trabalhado, os alunos passaram a reconhecer pequenos atos de corrupção. O diretor do Centro de Ensino Fundamental Jataí, Edson Portela, agradeceu o trabalho do MPDFT e garantiu que os problemas de objetos perdidos e materiais quebrados diminuíram após as palestras sobre o projeto.

Fonte: MPDFT

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