Por Kleber Karpov
Quando um usuário busca socorro médico em uma emergência, passa por uma triagem inicial destinada a estabelecer a urgência do caso. Caso haja necessidade de hospitalização, o indivíduo pode demandar investigações laboratoriais ou de imagem, pareceres de especialistas ou deslocamento para outro estabelecimento de saúde. Para assegurar a fluidez dessas etapas, equipes operam de forma integrada nos bastidores do Hospital Regional de Santa Maria.
As atividades são conduzidas pelo Núcleo da Central Tática de Resolutividade, estrutura que abrange três frentes centrais: triagem classificatória, setor de hospitalizados e setor de urgências. Com atribuições bem definidas, os profissionais operam de maneira articulada para mapear demandas, destravar gargalos e promover melhorias na qualidade assistencial.
A gestão do setor, liderada por Rayanne Lopes, aponta que a triagem representa o ponto de partida de todo o fluxo. Após essa primeira etapa, os enfermos são direcionados conforme a gravidade do quadro clínico. Durante o período de internação, os demais grupos colaboram diretamente com as áreas assistenciais para solucionar pendências e garantir a continuidade do tratamento. “O trabalho em equipe e a comunicação efetiva são essenciais para as conexões entre os setores, o giro de leitos e o acompanhamento da realização de exames e pareceres”, destaca Rayanne Lopes, ao ressalgar que a estratégia visa otimizar os fluxos operacionais.“O objetivo é focado em agilidade, previsibilidade e segurança para o paciente”, afirma a chefe do NUCTR.
Critérios de triagem de emergência
O processo de classificação de risco avalia minuciosamente os parâmetros vitais de quem procura socorro, identificando indícios que determinam a prioridade no atendimento. Desse modo, a ordem de recepção médica obedece à gravidade do quadro apresentado, desconsiderando a ordem cronológica de chegada ao hospital.
Atuando na área de triagem há cinco anos, o enfermeiro Henrique Reis Batista esclarece que a equipe também orienta os usuários e seus acompanhantes sobre os parâmetros adotados. “Nosso papel é filtrar os que demandam atendimento prioritário de acordo com a gravidade do quadro clínico. Assim, conseguimos agilizar a assistência e evitar danos que poderiam ser prevenidos, como sequelas e até a morte”, explica o profissional.
Monitoramento de pacientes internados
Passada a fase de admissão, o tratamento pode requerer exames específicos, consultas com especialistas e intervenções tanto internas quanto externas. O subsetor responsável pelos internados monitora tais exigências para identificar pendências e viabilizar as providências cabíveis.
A rotina compreende rondas diárias e reuniões alinhadas com o Núcleo Interno de Regulação e as equipes assistenciais. Nesses encontros, debate-se o cenário de indivíduos que permanecem hospitalizados por períodos prolongados.
Gabriel Santos Pinto, assistente administrativo do setor, detalha que o acompanhamento abrange todas as fases do processo. “Fazemos a varredura de todos os pacientes, resolvendo pendências ou tentando adiantar o que estiver impactando a alta. Acompanhamos o processo de ponta a ponta: desde a solicitação do exame e o agendamento, interno ou pela regulação, até a organização do transporte, quando é necessário encaminhar o paciente para outra unidade”, disse.
Fluxos nos prontos-socorros
Enquanto o acompanhamento de leitos foca em quem já se encontra hospitalizado, a frente voltada à emergência atua na estruturação dos fluxos e no suporte a intercorrências nos prontos-socorros adulto, infantil e ginecológico.
O enfermeiro José William Amaro Cavalcante relata que a equipe realiza inspeções presenciais, valida as escalas de plantão médico e vigia a classificação de risco. Os dados obtidos são encaminhados à superintendência da instituição para estipular o bandeiramento da triagem ao longo do dia.
As atribuições também contemplam articulações com outros estabelecimentos de saúde da região e do Entorno, além do suporte em solicitações de pareceres especializados. Em cenários específicos, os servidores acionam órgãos de socorro externo, como o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência e o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal.
Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894
Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Graduado em Jornalismo (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal. Criador do Comitê Virtual (www.comitevirtual.com.br), plataforma de gestão de campanhas eleitorais. Criador do PubliqueAi (www.publiqueai.com), primeira plataforma brasileira de produção técnica de textos jornalísticos ou jurídicos, com uso de Inteligência Artificial; Criador do Quero Meu Carro de Volta (www.queromeucarrodevolta.com.br), lançado em 2012. Serviço de utilidade pública para vítimas de roubos e furtos de veículos em todo o país; Ex-produtor e apresentador do programa Panorama Político na Rádio Federal;














