Por Kleber Karpov
R$ 89 milhões, esse foi o valor que o Governo do Distrito Federal (GDF) investiu, há cerca de oito anos, para a reconstrução e recuperação do viaduto do Eixão Sul, na altura da Galeria dos Estados, após o desabamento parcial da estrutura ocorrido em 6 de fevereiro de 2018. O investimento foi empregado para sanar a fragilidade da obra de arte especial, que possuía mais de meio século de construção e não recebia intervenções profundas. O episódio, embora sem vítimas, motivou a adoção de uma política permanente de manutenção e reforço técnico em pontes e viadutos antigos da capital federal.
Segundo o diretor de Planejamento e Projetos da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), Carlos Alberto Spies, a intervenção realizada há oito anos focou na recuperação de vigas, longarinas e lajes que apresentavam fissuras e risco de novo colapso. E o custo para recuperar a estrutura existente foi inferior ao valor estimado para uma reconstrução total a partir da fundação. A medida garantiu a sobrevida do concreto, que já havia ultrapassado o tempo de uso previsto originalmente pelos engenheiros na época da inauguração de Brasília.
“Essas estruturas já tinham ultrapassado a vida útil prevista para o concreto. Depois de cerca de 50 anos, o material precisa passar por uma recuperação estrutural para continuar seguro”, explicou Spies.
Expansão da rede viária
Desde 2019, a gestão ampliou o cronograma de obras para incluir novos complexos viários em diversas regiões administrativas. Foram entregues estruturas no Sudoeste, Sobradinho, Recanto das Emas e o Complexo Governador Joaquim Roriz, este último com aporte de R$ 220 milhões. O governo também executa o Corredor Eixo Oeste, que integra nove viadutos ao sistema do Túnel de Taguatinga, visando eliminar gargalos de trânsito históricos e aumentar a capacidade de fluxo diário.
Prevenção e monitoramento
A estratégia atual da pasta de infraestrutura prevê inspeções técnicas contínuas em campo para antecipar problemas estruturais. Um comitê específico monitora a estabilidade das obras e utiliza tecnologias como vigas protendidas para estender a durabilidade das passagens. O objetivo é evitar ações reativas e garantir que as manutenções preventivas ocorram antes do surgimento de falhas críticas que possam comprometer a mobilidade e a segurança dos motoristas.
Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894
Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.











