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31 jan 2026 12:30

Garotinho acusa Castro e Bacellar de comandarem grupos criminosos no Rio

Ex-governador afirma em CPI que atual mandatário e ex-presidente da Alerj lideram organizações voltadas ao desvio de recursos públicos e possuem acordos com facção

Por Kleber Karpov

O ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho, acusou o atual governador Cláudio Castro e o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar, de chefiarem organizações criminosas no estado. O depoimento ocorreu, nesta terça-feira (16/Dez), na CPI do Crime Organizado, no mesmo dia em que a Polícia Federal realizou operações contra Bacellar. Segundo Garotinho, os grupos operam de forma coordenada para o desvio sistemático de recursos públicos por meio de contratos fraudulentos e concessões de licenças administrativas.

Anthony Garotinho afirmou que as estruturas ilícitas estão divididas entre o Palácio Guanabara e o Poder Legislativo. O ex-governador declarou: “Montaram duas organizações criminosas. Uma na Assembleia Legislativa e outra no governo”.

Ao responder aos questionamentos do relator da CPI, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), Garotinho detalhou a hierarquia dos grupos. Cláudio Castro deve atuar como líder no Executivo, apoiado pela “turma do charuto”, núcleo formado por secretários e aliados. Já na Alerj, a chefia deve ser exercida por Rodrigo Bacellar, que comandaria a chamada “tropa do Bacellar”, composta por deputados estaduais integrados ao esquema.

O ex-governador apontou que a falta de experiência administrativa de Castro teria resultado na fragmentação do poder. Cada secretaria estadual deve ter se transformado em um “feudo” voltado para a obtenção de lucro para grupos específicos.

Captura de recursos e fraude em licenças

Garotinho detalhou o mecanismo que denominou como “captura do dinheiro”. O esquema não deve priorizar emendas parlamentares, mas sim fraudes diretas em contratos públicos e a cobrança de propina para a concessão de incentivos fiscais e autorizações administrativas.

O depoente citou exemplos práticos de corrupção no setor de combustíveis. “O cara quer botar gás no posto de gasolina, tem que pagar R$ 500 mil. Se não pagar R$ 500 mil, não autoriza, não tem licença para botar”, afirmou Garotinho.

A atual gestão estadual deve ser comparada à do ex-governador Sérgio Cabral em termos de gravidade de desvios. Garotinho disse que, proporcionalmente, o volume de corrupção deve ser igual ou superior ao período em que o estado recebeu grandes eventos como a Copa do Mundo. Ele afirmou que, em caso de uma investigação rigorosa, deve faltar espaço no sistema prisional para as autoridades envolvidas.

Conexão com o Comando Vermelho

A denúncia perante a CPI também abordou a suposta expansão da facção criminosa Comando Vermelho (CV) durante o governo de Cláudio Castro. Garotinho afirmou que existe um acordo claro entre autoridades estaduais e a organização criminosa. O ex-governador citou os presídios do Rio de Janeiro como “escritórios” da facção.

O ex-governador mencionou que o Comando Vermelho deve ter recuperado territórios e avançado sobre áreas anteriormente dominadas por milícias, como na região de Jacarepaguá. Ele utilizou como exemplo uma suposta ordem da facção para interromper conflitos durante a reunião do G20, em fevereiro do ano passado, como prova de interlocução entre o crime e o Estado.

Garotinho afirmou ainda que há uma lista de 47 deputados estaduais que devem receber mesadas do esquema. A informação deve estar contida em celulares apreendidos com Rui Bulhões, chefe de gabinete de Bacellar, durante a segunda etapa da Operação Unha e Carne.




Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894 Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.

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