93% menos casos e sem mortes: Distrito Federal reescreve em 2025 história no combate à dengue

Com adoção de diversas medidas sanitárias, educativas, administrativa e adoção de novas tecnologias DF dá exemplo da redução de casos de dengue

Por Kleber Karpov

De acordo com o Sistema de Informações de Agravos de Notificações (SINAN) do Ministério da Saúde (MS), o país contabilizou, nesta segunda-feira (27/Jan), um total de 21 óbitos por dengue, desde o início de 2025, contra 297 registrados em 2024. Do montante desse ano, 14 mortes foram registradas em São Paulo, duas em Minas, além de uma em cada um dos estados do Amapá, Bahia, Goiás e Pará. O DF que, no mesmo período, em 2024, ocupava a segunda posição, com 64 óbitos, abaixo de Minas Gerais, com 86 mortes, deu exemplo, ao deixar de contabilizar perdas de vidas, até o momento, em decorrência da doença.

SINAN/MS/2025
SINAN/MS/2024

Redução de incidência de casos

O Distrito Federal também computa sucesso ao deixar o topo do ranking no coeficiente de incidência dos casos prováveis, por 100 mil habitantes, em que  o DF contabilizou 1.623,8 casos, en 2024 com salto para a oitava posição com 52,7 casos/1.000 habitantes, uma queda de 96,74%.

Nesse ano do Distrito Federal foi superado pelos estados do Acre que lidera com 307,2 o número de casos prováveis por 100 mil habitantes, seguido por com São Paulo (178,5), Mato Grosso (144,6), Espirito Santo (92,2), Goiás (84,5), Paraná (75,1) e Minas Gerais (64,2).

Empenho coletivo

Vale ressaltar que há cerca de um ano, o governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB), após retornar de férias decretou Estado de Emergência, dado o risco de o DF ter que declarar epidemia de dengue, algo que ocorreu posteriormente. O chefe do Executivo, deu continuidade as ações anunciadas e iniciadas pela então governadora em exercício, Celina Leão (Progressista), ainda na primeira semana de janeiro, para atuar no combate a dengue no DF com diversas ações de combate a dengue a começar com a contratação de Agentes de Vigilância Comunitária de Saúde (AVAS) e Agentes Comunitários de Saúde (ACS).

Dentre as medidas, capitaneada e integradas pela secretária de Estado de Saúde do DF (SES-DF), Lucilene Florêncio e pelo chefe da Casa Civil do DF, Gustavo Rocha, o GDF atuou intensamente, com participação ativa dos administradores regionais e de diversos órgãos do governo, a exemplo do DF Legal e do Serviço de Limpeza Urbana (SLU), para promover a limpeza de entulhos e inservíveis tanto em áreas públicas quanto particulares do DF.

Lucilene Florêncio coordenou ainda a instalação de tendas de acolhimento e hidratação, inicialmente nos principais pontos com focos de dengue do DF; promoveu campanhas educativas; incorporou atuação das Forças Armadas; ampliou a aplicação de fumacê para combater o Aedes Aegypti; bem como a aplicação de métodos e novas tecnologias para reduzir, inibir e acabar com a proliferação dos focos e do mosquito da dengue.

O resultado foi uma redução significativa nos casos de dengue no DF, que chegou a ter, em 2024, 20% dos casos acumulados no país. Fruto de capacidade de discernimento dos chefes do Executivo em garantir a mobilização e suportes necessários a uma condução responsável da gestão da saúde pública do DF, exercita por Lucilene Florêncio. Além do empenho de gestores na ação coletiva para reduzir exponencialmente os casos de dengue no DF.

Caso esse, conforme apontado por PDNews, na reportagem Durante lançamento de ações ao combate da dengue para 2025, Nísia Trindade comenta redução de quase 98% dos casos no DF (11/Jan) reconhecido pela ministra da Saúde, Nísia Trindade, em ocasião do anúncio da instalação do Centro de Operações de Emergência (COE) para dengue e outras arboviroses que reflete uma atuação proativa do Ministério da Saúde (MS) para auxiliar estados e municípios, além do Distrito Federal a ampliarem a capacidade de combate aos casos de dengue no país.

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