Serviço Social promove saúde com garantia de direitos

Profissionais homenageados nesta quarta-feira (15) atuam em diversos níveis de atenção aos pacientes

Por Humberto Leite

Cidadão sem documentos busca serviço em Unidade Básica de Saúde (UBS). Idoso que vive sozinho, mas precisa se internar em hospital. Pessoa sofre um acidente e precisa se afastar do trabalho. Vítimas de violência acolhidas pelo Estado. Estes e tantos outros cenários são parte do cotidiano dos 232 assistentes sociais da Secretaria de Saúde (SES-DF), profissão homenageada nesta quarta-feira, 15 de maio, Dia do Assistente Social.

“Todas as pessoas que precisam, de alguma maneira, acessar direitos sociais, inclusive políticas para além dos serviços de saúde, são atendidas pelo serviço social”, resume a gerente de Serviço Social da SES-DF, Mariana Mota. Na prática, esses servidores analisam as condições de vida dos usuários atendidos em seus territórios e identificam e orientam aqueles que possam ser encaminhados para acessar direitos como aposentadoria por incapacidade permanente, Benefício de Prestação Continuada (BPC) ou Bolsa Família. Os cidadãos também são orientados sobre o acesso a políticas de habitação, de proteção a crianças e adolescentes, entre outras.

“Tais intervenções estão diretamente alinhadas com um conceito de saúde que leva em consideração a influência dos determinantes sociais (moradia, renda, trabalho, dentre outros) e a importância de que a construção do cuidado em saúde seja integral e equânime”, afirma a gerente. Mota também destaca a relevância do trabalho de assistentes sociais na articulação intersetorial além dos serviços de saúde.

Atuação

Os assistentes sociais da SES-DF estão lotados em diversos níveis de atenção à saúde da população. Há os que fazem parte das equipes das Unidades Básicas de Saúde (UBSs), atuando mais próximos à população. Também fazem parte das equipes dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), dos Centros Especializados em Reabilitação (CERs), dos Centro de Especialidade para Atenção às Pessoas em Situação de Violência Sexual, Familiar e Doméstica (CEPAV), Núcleos de Serviços Social nas unidades hospitalares e Núcleos de Atenção Domiciliar (NRADs) e diversos outros serviços da atenção ambulatorial especializada.

O atendimento é acolhedor e humanizado. “O serviço social trabalha com o paciente juntamente com sua família e rede apoio para compreendê-lo em sua totalidade”, detalha a chefe do Núcleo de Serviço Social do Hospital de Apoio de Brasília, Mariana de Souza Palacios. Saber as condições de moradia e transporte faz parte das atribuições desses profissionais. No caso daqueles com deficiência, muitas vezes, são os servidores da Secretaria de Saúde que têm a primeira conversa a respeito dos direitos específicos desse público.

Trabalho da assistência social é fundamental para pacientes com deficiências temporárias ou permanentes. Foto: Breno Esaki/Arquivo Agência Saúde-DF

“Nós avaliamos a situação social de cada paciente, orientando acerca dos entraves socioeconômicos que possam atrapalhar a recuperação ou manutenção da saúde do paciente”, detalha a assistente social Priscila Lúcia Moura, do CER Taguatinga. Na prática, cabe ao profissional de serviço social adicionar a visão social às equipes multiprofissionais, algo fundamental para concessões de cadeiras de rodas, órteses, próteses e outros equipamentos ofertados pela SES-DF, além dos encaminhamentos possíveis.

Em comum entre os profissionais está a satisfação pelo trabalho desenvolvido no dia a dia. “O nosso trabalho é entender a pessoa dentro da sua realidade social. Tudo o que está na vida da pessoa interfere. Serviço Social é promoção da saúde”, finaliza a assistente social Mariana Mota.

Centros de Atenção Psicossocial estão entre as unidades da SES-DF que contam com o trabalho dos assistentes sociais. Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF

 

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