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04 nov 2026 06:22
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Agentes de Vigilância Ambiental em Saúde se destacam no combate à dengue e outras doenças

Equipe está na linha de frente contra o Aedes aegypti e na promoção da saúde ambiental no DF

Por Karinne Viana

O Agente de Vigilância Ambiental (AVA) atualmente tem sido peça-chave no combate ao Aedes aegypti e às doenças transmitidas pelo mosquito – as chamadas arboviroses, como dengue, febre amarela, chikungunya e zika. Parte das equipes multidisciplinares da Secretaria de Saúde (SES-DF), os AVAs – como são conhecidos – atuam principalmente, na prevenção de doenças, em ações de campo e visitas domiciliares e comunitárias. Eles integram programas de saúde ambiental, abordando fatores biológicos e não biológicos, além de fazer o controle de endemias, zoonoses e outras medidas alinhadas às diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS).

Para a secretária de Saúde, Lucilene Florêncio, os agentes de vigilância ambiental têm papel estratégico na prevenção, na erradicação, no combate à dengue e outras doenças. “A erradicação desse mosquito é tarefa prioritária, e a conscientização das pessoas a partir das visitas domiciliares dos agentes, sem dúvida nenhuma, torna viável a redução do número de casos de dengue em todo o Distrito Federal”, destacou a gestora da pasta.

O Agente de Vigilância Ambiental em Saúde atua, principalmente, na prevenção de doenças, realizando ações de campo, visitas domiciliares e comunitárias. Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF

Recentemente, o quadro de servidores foi ampliado e os novos agentes de vigilância já estão trabalhando no combate à dengue. Hoje, a SES-DF conta com cerca de 464 servidores na carreira. A última convocação da categoria ocorreu em fevereiro deste ano, com 83 nomeações destinadas a preencher os 150 cargos, previstos no orçamento do Governo do Distrito Federal (GDF).

Os recém-empossados foram submetidos a treinamento para nivelar os conhecimentos acerca do Aedes aegypti e adquirir competências relacionadas ao emprego de novas técnicas no combate ao mosquito. “O incremento de profissionais é essencial para ampliar a visita domiciliar. Isso permite aumentar a capacidade de identificar criadouros e realizar a prevenção e o controle mecânico ou químico do mosquito, e orientações de medidas a serem adotadas pela população”, detalhou a diretora de Vigilância Ambiental em Saúde da SES-DF, Kênia Cristina de Oliveira.

Para a diretora, enquanto o Agente Comunitário em Saúde (ACS) se concentra no bem-estar da pessoa em si, o AVA, durante as visitas técnicas, direciona seu foco para o ambiente físico onde vive o indivíduo. “É um profissional que desempenha atividades relacionadas a diversos fatores ambientais de risco à saúde populacional, como a presença de animais peçonhentos, carrapatos e outros vetores de vírus, bactérias e protozoários de importância médica”, assinalou.

No atual cenário de epidemia, uma função fundamental do agente de vigilância é o combate ao Aedes aegypti e às doenças transmitidas por ele, como a dengue. Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

Prevenir e erradicar doenças

Além de mapear territórios, realizar levantamentos e executar atividades de vigilância por meio de coletas e pesquisas, o AVA observa mudanças ambientais que podem impactar a saúde da população local. Suas ações incluem visitas técnicas, pesquisa e iniciativas educacionais em escolas, residências, estabelecimentos comerciais e comunidades em geral.

Devidamente identificado, o profissional orienta os moradores sobre a eliminação de possíveis focos e, quando necessário, realiza tratamentos adequados nas residências. É ele também o responsável pelo manejo apropriado dos depósitos de larvas do mosquito. Em algumas visitas, o agente faz o cadastro e o levantamento de locais estratégicos para direcionar as ações com mais eficiência nessas áreas.

Coordenador de controle químico e biológico, Reginaldo Braga é AVA e possui 27 anos de experiência na SES-DF. Para o agente, além de inspecionar os mesmos estabelecimentos visitados pela Vigilância Sanitária, os profissionais fiscalizam residências e terrenos baldios. “Atuamos ainda na mobilização social com manejos ambientais e educação em saúde e prestamos auxílio em campanhas de vacinação”, pontuou.

 

 

 

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