Enquanto terceira via faz charme e Rollemberg tenta WO, Frejat pavimenta terreno para corrida ao Buriti

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Com disputa interna de terceira via e estratégias equivocadas de Rollemberg PR explora favoritismo de Frejat

Por Kleber Karpov

No fim de semana, o senador Cristovam Buarque (PPS) publicou um vídeo para anunciar que embora a terceira via para a disputa ao cargo do governado do DF tivesse um nome, deixaria para o ‘anunciar’ em um segundo momento. Enquanto isso, no sábado (12/Mai), o Partido da República (PR) realizou a posse da comissão provisória zonal de Santa Maria. Quase espalhadas pelo DF.

No vídeo, ao lado de nomes como os deputados federais Izalci Lucas (PSDB), Rogério Rosso (PSD), o vice-governador do DF, Renato Santana, do mesmo partido e Wanderley Tavares (PRB), o anúncio de Cristovam foi recebido com críticas. Afinal, a mensagem foi recebida como uma espécie de ‘estou anunciando que não vou anunciar’.

Por outro lado, membros do próprio grupo patrocinam, o ‘fogo amigo’ para consumir, ou melhor, desgastar de modo a ver quem sobrevive para disputar o Buriti, se Izalci e Alírio.  Se soma a isso, a estratégia do governador, Rodrigo Rollemberg (PSB), de tentar associar as imagens dos rivais, à práticas de corrupção, para se contrapor aos aproximadamente 90% de rejeição na disputa eleitoral.

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Estratégia que podem ser consideradas um ‘tiro no pé’, como analisa o ex-chefe da Casa Civil, Hélio Doyle (PDT), que também pode ser lançado, nos próximos dias. Em entrevista ao Panorama Político (PD)(10/Mai), Doyle condenou a estratégia adotada por Rollemberg, “Acho que não é isso o tom que se deve ter na campanha. O tom que se deve ter é o seguinte, o que vai ser feito para melhorar a vida dos brasilienses. Essa é a questão.”, disse.

Porém, para blindar uma chance real de emplacar o próximo governador, com o ex-deputado federal e ex-secretário de Saúde, o médico, Jofran Frejat (PR), o Partido da República (PR) que trabalha para desvincular os nomes do ex-deputado federal e ex-secretário de Saúde, o médico, Jofran Frejat, das sombras do ex-governador do DF, José Roberto Arruda e do ex-vice-governador, Tadeu Filippelli.

Esses, juntamente, com o ex-governador do DF, Agnelo Queiroz (PT), e outro nomes ligados a política do DF, de acordo com fontes de Política Distrital (PD) podem ser retirados de cena. Pois além de denúncias de desvio de dinheiro do Estádio Nacional Mané Garrincha, também devem responder por ações provenientes da segunda fase da Operação Panatenaico da Polícia Federal (PF), que investiga suspeitas de fraudes no processo licitatório das obras do BRT Sul, além do pagamento de vantagens financeiras indevidas a autoridades públicas.

Nesse contexto, a militância de Rollemberg e demais rivais tentam colar Frejat ao aliados políticos, réus em esquemas de corrupção, ao sugerir que esses devem ser responsáveis pela indicação do vice-governador.

Porém, com a resposta na ponta da língua, Frejat, faz questão de deixar claro que, mesmo na condição de secretário de saúde, em nenhum momento cedeu a pressão do ex-governador Joaquim Roriz, em permitir nomeações políticas naquela pasta. O postulante ao GDF deixa claro que a escolha do vice-governador será realizada, sem pressa e com muito critério.

Nesse contexto, o PR sob condução do economista, Alexandre Bispo, mesmo sobre terreno árido, aproveita o charminho da ‘terceira via’ e mais uma sequência de atrapalhadas de Rollemberg e cia para pavimentar a corrida de Frejat rumo ao Buriti.

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