Zoonoses é referência para receber animais com doenças transmissíveis aos humanos

Unidade da Secretaria de Saúde acolhe cães, gatos e outros animais que representem risco à saúde pública, porém, não é um serviço de acolhimento geral

Por Humberto Leite

Localizado no Noroeste, próximo ao Hospital da Criança, a Gerência de Vigilância Ambiental de Zoonoses (Gvaz) é a unidade da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) especializada no acolhimento de cães, gatos e outros animais que representem risco à saúde pública, como leishmaniose e raiva. “Nosso foco é atuar com animais para a proteção da saúde humana”, afirma a gerente de zoonoses da SES-DF, Camila Rodrigues.

A Gerência de Vigilância Ambiental de Zoonoses (Gvaz) é a unidade da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) especializada no acolhimento de cães, gatos e outros animais que representem risco à saúde pública. Foto: Ualisson Noronha, da Agência Saúde-DF.

Tutores de cães e gatos com sintomas de leishmaniose ou raiva, ou com laudo médico veterinário com suspeita ou confirmação para essas doenças, podem levar seus pets à Zoonoses para acolhimento ou, se necessário, o procedimento de eutanásia. “É um momento ruim. Mas pensamos que estamos diminuindo o sofrimento daquele animal”, explica a gerente.

As duas veterinárias da equipe também são responsáveis por macacos, micos ou morcegos mortos recolhidos pela Zoonoses. Nestes casos, são realizados exames para avaliação laboratorial para confirmar raiva ou febre amarela.

Nem sempre a ida até a Zoonoses representa a morte do animal. No local, podem ser deixados cães e gatos que estejam com suspeita de raiva ou que tenham tido contato com morcegos, por exemplo. Nestas situações, os animais são acolhidos para observação por até dez dias e, caso se mantenham saudáveis, são devolvidos aos seus tutores. A Zoonoses também é uma das unidades da SES-DF que oferecem vacinação contra a raiva para cães e gatos ao longo de todo o ano, serviço também oferecido nos núcleos regionais de vigilância ambiental.

No caso da leishmaniose, a unidade faz a testagem de animais. Transmitida pelo mosquito palha, a doença atinge tantos seres humanos quanto cachorros e, assim como a raiva, pode levar à morte de ambos.

Não é serviço de acolhimento

O subsecretário de Vigilância à Saúde da SES-DF, Fabiano dos Anjos, ressalta que o papel da Zoonoses é a prevenção de doenças. “Não são oferecidos serviços como recolhimento de cães agressivos ou acolhimento de animais em situação de rua, abandonados, machucados ou em situação de maus tratos. Todo o nosso foco é voltado para a assegurar a saúde humana”, diz. A Zoonoses também não faz eutanásia em animais por conta de outras doenças, não faz castração de pets nem a contenção de animais em ações da polícia.

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