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09 mar 2026 06:26

Trump volta a retirar os EUA da Organização Mundial de Saúde

Sem freios e contrapesos, por ter maioria no Congresso Americadn

Por Kleber Karpov

Imediatamente após tomar posse, na segunda-feira (20/Jan), Donald Trump, presidente dos Estados Unidos assinou a ordem executiva para dar início ao processo de retirada dos EUA da Organização Mundial de Saúde (OMS), sob o lema “America First” e pretexto da disparidade da contribuição financeira à OMS, em comparação a outros países.

Segundo Trump não faz sentido os EUA arcarem com cerca de US$ 500 milhões, em contraponto a China, com participação de US$ 39 milhões. “Pagávamos 500 milhões de dólares à Organização Mundial de Saúde (OMS) quando eu estava aqui e rescindimos o contrato. Eles queriam-nos tanto de volta. Vamos ver o que acontece”, disse Trump. “É muito triste, no entanto; pensem nisso. A China paga 39 milhões e nós pagamos 500 milhões, e a China é um país maior”.

O primeiro passo para a retirada foi o envio de uma carta oficial, em que os EUA informam a saída da OMS, momento esse que passa a contabilizar o prazo de três para a efetivação.

O diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, informou, por meio de nota, que a agência desempenha um papel crucial na proteção da saúde e da segurança da população mundial, inclusive das pessoas dos Estados Unidos e pediu que o país repense a decisão tomada.  Além de propor um diálogo construtivo para manter tal parceria “em benefício da saúde e do bem-estar de milhões de pessoas em todo o mundo”.

Aos jornalistas, em Genebra, o porta-voz da OMS, Tarik Jasarevic, explicou que a agência está analisando o texto e os detalhes exatos da ordem executiva, assinada por Trump, ocasião em que devem analisar o impacto da saída dos EUA da OMS.

Jasarevic destacou ainda que juntos, OMS e EUA “salvaram inúmeras vidas e protegeram a população mundial de ameaças à saúde.”, e citou exemplos como a erradicação da varíola e a quase erradicação da poliomielite.

Reincidência

Importante ressaltar que essa é a segunda vez que os EUA deixam a OMS, a primeira ocorreu em julho de 2020 e foi efetivada em novembro daquele ano, na primeira gestão de Trump. Saída essa revertida pelo então sucessor democrata, Joe Biden, em 20 de janeiro de 2021.

A época o presidente dos EUA questionou a demora por parte do órgão em anunciar a pandemia do coronavírus, a Sars-cov2, acusou o órgão de estar alinhado à China, além de questionar a transparência em relação aos recursos geridos pela entidade.

OMS

Fundada em abril de 1948, por 61 países, dentre esses, os EUA, a OMS é uma das agências especializadas da Organização das Nações Unidas (ONU), com foco em promover a saúde global, coordenar esforços internacionais em resposta a emergências sanitárias além de estabelecer padrões e diretrizes para práticas de saúde pública.

Atualmente, de acordo com dados da própria entidade, a OMS é composta por 194 Estados Membros, com abrangência de praticamente todos os países do mundo. A agência continua a liderar esforços internacionais para melhorar a saúde pública, combater doenças transmissíveis e não transmissíveis, promover a saúde mental, e responder a emergências de saúde global, como pandemias.




Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894 Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.

 

Depositphotos Parceiro Política Distrital

 

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