Por Kleber Karpov
A mastologista Deidimar Cássia Batista Abreu, médica do corpo clínico do Einstein em Goiânia, esclareceu, nesta sexta-feira (16/Out), a importância dos painéis de investigação genética para traçar condutas preventivas sob medida contra o câncer de mama. A iniciativa aproveita o período de conscientização do Outubro Rosa para alertar famílias com histórico oncológico sobre diagnósticos precoces. O procedimento laboratorial analisa amostras de sangue ou saliva para detectar mutações em genes de alta e moderada penetrância.f
Segundo a especialista em aconselhamento sobre predisposição hereditária, o mapeamento clínico avalia ocorrências familiares antes dos 50 anos. Além disso, a presença de tumores bilaterais, nódulos múltiplos ou casos em homens também motiva a testagem técnica.
A médica destacou que mulheres com diagnóstico prévio recebem indicação conforme a idade, o perfil da lesão e os antecedentes em parentes próximos. O protocolo abrange a pesquisa de alterações associadas ao desenvolvimento de tumores correlatos em ovário, pâncreas e próstata.
“Genes como BRCA1, BRCA2, TP53, PALB2, CDH1, STK11 e PTEN são considerados de alta penetrância: determinadas mutações neles estão relacionadas a um aumento significativo do risco. Já ATM e CHEK2 têm penetrância moderada, e o risco pode sofrer maior influência de fatores ambientais e individuais”, explicou Deidimar Cássia.
Estratégias de acompanhamento preventivo
A identificação de uma variante no DNA não representa certeza de adoção da patologia clínica. De acordo com a mastologista, os dados demandam cruzamento criterioso com o histórico familiar para viabilizar condutas médicas precoces.
“O resultado indica uma predisposição e precisa ser interpretado à luz do gene identificado, do histórico pessoal e familiar e das recomendações para cada situação. Com base nessa avaliação, a equipe pode definir estratégias de acompanhamento e redução de risco, como exames mais frequentes, medicamentos, mudanças no estilo de vida e, em casos específicos, cirurgias redutoras de risco”, orientou a mastologista.
O acompanhamento clínico pode associar exames de mamografia por tomossíntese 3D e ressonância magnética para pacientes de alto risco. Esses recursos visam a detectar alterações em fases assintomáticas.
Estrutura hospitalar e tecnológica
A unidade do Einstein em Goiânia iniciou as atividades em 2021 com 18 mil metros quadrados de área construída. O complexo hospitalar dispõe de 35 leitos operacionais, cinco salas cirúrgicas, pronto atendimento 24 horas e transplantes de medula óssea, rins e fígado. O hospital instalou a primeira plataforma de cirurgia robótica de Goiás e alcançou mais de 2 mil procedimentos até o início de 2026. O polo conta com centro de ensino com mais de 15 cursos de pós-graduação e núcleo de inovação tecnológica em saúde.
Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894
Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Graduado em Jornalismo (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal. Criador do Comitê Virtual (www.comitevirtual.com.br), plataforma de gestão de campanhas eleitorais. Criador do PubliqueAi (www.publiqueai.com), primeira plataforma brasileira de produção técnica de textos jornalísticos ou jurídicos, com uso de Inteligência Artificial; Criador do Quero Meu Carro de Volta (www.queromeucarrodevolta.com.br), lançado em 2012. Serviço de utilidade pública para vítimas de roubos e furtos de veículos em todo o país; Ex-produtor e apresentador do programa Panorama Político na Rádio Federal;














