Por Kleber Karpov
O governo paulista confirmou no final tarde desta quarta-feira (08/Out) a quinta morte causada por intoxicação por metanol em São Paulo, elevando o drama de uma crise sanitária que expõe a fragilidade fiscalizatória do estado e a ousadia dos criminosos na adulteração bebidas alcoólicas. As vítimas fatais são quatro homens e uma mulher, entre 23 e 54 anos, residentes São Paulo, São Bernardo Campo e Osasco.
O metanol, conhecido pela sua alta toxicidade, já causou a confirmação 15 casos intoxicação e mantém 181 em investigação, além seis mortes que aguardam confirmação. A capital paulista é cidade com mais casos confirmados: 16, seguida Osasco (1), São Bernardo Campo (1), Itapecerica Serra (1) e Guarulhos (1).
Fiscalização tenta conter danos
Em resposta tardia e com tom irônico diante da perda vidas, autoridades sanitárias interditaram um estabelecimento na zona Leste capital paulista nesta quarta-feira (08/Out) por apresentar condições sanitárias inadequadas e alimentos vencidos. Foram apreendidas seis garrafas bebidas alcoólicas.
Segundo o governo estado, 12 estabelecimentos já foram interditados e 23 locais fiscalizados pelas equipes Vigilância Sanitária Estadual, em parceria com vigilâncias municipais, Procon e Polícia Civil.
A Secretaria Fazenda e Planejamento suspendeu preventivamente inscrição estadual seis distribuidoras e dois bares, totalizando oito estabelecimentos, medida que deveria ter sido preventiva e constante, não reativa a tragédia.
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