Mortes a bala crescem 44,2% no Rio após megaoperação policial

Total de 329 vítimas fatais foi registrado nos últimos três meses

Por Kleber Karpov

O número de pessoas mortas por armas de fogo na Região Metropolitana do Rio de Janeiro cresceu 44,2% nos últimos três meses. Entre 28 de outubro de 2025 e 28 de janeiro desse ano, um total de 329 pessoas morreram alvejadas. O número supera os 228 óbitos registrados no mesmo período do ano anterior. O aumento estatístico coincide com a mobilização de 2,5 mil policiais para cumprimento de mandados em 26 comunidades da capital fluminense.

Dados do Instituto Fogo Cruzado indicam que as ações policiais concentram a maior parte da letalidade no estado. Das 329 mortes, 210 ocorreram durante operações das forças de segurança, o que representa 68,8% dos casos fatais. O levantamento aponta ainda a ocorrência de 12 chacinas no período, sendo que oito delas tiveram iniciativa policial, resultando em quase metade do total de mortos.

O perfil das vítimas inclui agentes de segurança, suspeitos e civis sem envolvimento com o crime. Quatro pessoas morreram vítimas de balas perdidas e outras 23 ficaram feridas nestas circunstâncias. Representantes do Instituto destacam que, desde o início da gestão do governador Cláudio Castro, em agosto de 2020, 890 pessoas perderam a vida em episódios de matança coletiva.

Investigações sob sigilo

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) deve manter sob sigilo as investigações sobre a conduta policial nos complexos da Penha e do Alemão. O Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública informou que já colheu depoimentos de policiais, testemunhas e familiares das vítimas. O objetivo é apurar possíveis excessos cometidos durante a execução dos 100 mandados de prisão contra lideranças criminosas.

A Secretaria de Segurança Pública e a Polícia Civil não apresentaram balanço sobre a redução de territórios dominados ou variação em índices de roubos após a megaoperação. Instituições como a Defensoria Pública e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ) foram procuradas para avaliar os impactos sociais da política de segurança. O espaço permanece disponível para manifestações oficiais do governo fluminense.




Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894 Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.

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