Por Kleber Karpov
O Ministério da Saúde (MS) incorporou o teste rápido para diagnóstico de dengue ao Sistema Único de Saúde (SUS), conforme anúncio foi realizado nesta quinta-feira (26/Mar). A medida, oficializada no Diário Oficial da União (DOU), permite que o Teste Rápido de Dengue NS1 seja amplamente ofertado em postos de saúde e hospitais da rede pública, visando o diagnóstico precoce da doença e a melhoria da vigilância epidemiológica em todo o país.
O novo método possibilita a detecção da proteína NS1, liberada pelo vírus da dengue, logo no início da infecção. A identificação pode ocorrer nos primeiros dias após o surgimento de sintomas como febre alta e dor no corpo, o que representa um avanço em relação aos exames de anticorpos (sorologia), que geralmente confirmam o diagnóstico apenas após o sexto dia.
Vantagens do diagnóstico precoce
Com um resultado rápido em mãos, a equipe de saúde pode monitorar o paciente de forma mais eficaz, identificando precocemente sinais de alerta. Entre os principais riscos acompanhados estão a queda de plaquetas no sangue e a possível evolução para a dengue hemorrágica, quadro mais grave da doença.
O diagnóstico antecipado também fortalece a vigilância epidemiológica, fornecendo dados mais precisos sobre a circulação do vírus e permitindo ações de saúde pública mais assertivas. O teste, no entanto, não substitui a necessidade de acompanhamento médico profissional.
Como funciona o procedimento
O exame utiliza a tecnologia de imunocromatografia, que reage à presença do antígeno do vírus em uma pequena amostra de sangue, geralmente obtida por um furo na ponta do dedo. O resultado fica pronto em poucos minutos e não exige jejum ou qualquer outro tipo de preparo prévio por parte do paciente.
Podem solicitar o teste médicos, enfermeiros, biomédicos e técnicos de enfermagem para pacientes de todas as idades com suspeita da doença. É importante notar que o exame não identifica os sorotipos virais da dengue nem informa se a pessoa já teve a doença anteriormente.
O teste será oferecido gratuitamente à população nas unidades do SUS. Para comparação, o mesmo exame custa em média R$ 40 em farmácias da rede privada.
Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894
Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.











