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22 jan 2026 01:38

Milhares de pessoas são deslocados devido ao contexto pós-eleitoral em Moçambique

A agitação pós-eleitoral em Moçambique forçou milhares de pessoas a fugir de suas casas. No Malawi, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e o governo identificaram cerca de 2.000 que cruzaram a fronteira para o país na semana passada. Na vizinha Essuatíni, outras 1.000 pessoas chegaram. Entre os recém-chegados estão refugiados e solicitantes de asilo de várias nacionalidades que já viviam em Moçambique. O ACNUR está preocupado sobre o deslocamento crescente e seu impacto nas populações afetadas.

“Estamos profundamente alarmados com a situação atual em Moçambique, onde a violência crescente forçou milhares de pessoas a fugir. Refugiados e civis estão enfrentando imensos riscos, perdendo seus meios de subsistência e dependendo de assistência humanitária. Embora sejamos gratos pela generosidade do Malawi e Essuatíni, o apoio imediato é crucial para enfrentar a crise que se agrava e evitar mais sofrimento”, disse Chansa Kapaya, Diretora Regional do ACNUR para a África Austral.

No Malawi, as pessoas que fugiram de Moçambique disseram que escaparam de ataques e saques em suas aldeias. Muitos caminharam longas distâncias e cruzaram o Rio Shire a pé ou em pequenos barcos para chegar ao destino mais seguro. Entre eles estão mulheres grávidas, idosos e crianças que têm pouca comida para se alimentar. O ACNUR forneceu rapidamente tendas, cobertores e kits de higiene para ajudar as mais vulneráveis, mas ainda há lacunas significativas na assistência humanitária. Os abrigos estão superlotados, as instalações sanitárias são inadequadas em razão da quantidade de pessoas que buscam proteção e o acesso a alimentos e água limpa é insuficiente. Mais de 1.000 pessoas estão compartilhando uma única latrina em alguns locais, aumentando significativamente o risco de doenças.

Em Essuatíni, muitos dos recém-chegados relatam ter perdido suas lojas e negócios devido à violência. O centro de recepção de refugiados de Malindza, originalmente projetado para 250 pessoas, agora está superlotado, abrigando mais de 1.000 pessoas. O ACNUR está colaborando com autoridades locais e parceiros para fornecer assistência, mas recursos adicionais são urgentemente necessários para sustentar a resposta e se preparar para mais chegadas.

Moçambique ainda está se recuperando dos efeitos devastadores do ciclone Chido, que atingiu o país há poucas semanas. A situação atual está dificultando os esforços humanitários vitais para as comunidades que perderam tudo na tempestade, ao mesmo tempo em que desafia a resposta para ajudá-las.

A situação tanto no Malawi quanto em Essuatíni está se tornando crítica, com o número crescente de refugiados e solicitantes de asilo sobrecarregando recursos já escassos. Embora o ACNUR continue comprometido em trabalhar com autoridades locais e parceiros para lidar com esta emergência, a comunidade internacional deve fornecer urgentemente apoio aos países de acolhida e garantir que as populações afetadas recebam a assistência que precisam desesperadamente.

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