Lula troca comando do Exército Brasileiro

General Júlio César de Arruda empossado no fim da gestão de Bolsonaro foi substituído pelo general Tomás Miguel Ribeiro Paiva, então comandante militar do Sudeste

Por Kleber Karpov

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) exonerou, neste sábado (21/Jan), o general Júlio César de Arruda do cargo de comandante do Exército Brasileiro, nomeado, no fim da gestão do ex-presidente, Jair Bolsonaro (PL-RJ)(30/Dez). Em substituição, o comandante militar do Sudeste, general Tomás Miguel Ribeiro Paiva passa a exercer o comando do Exército.

Júlio César Arruda, então comandante do Exercito, chegou a participar de reunião com o presidente Lula, na sexta-feira (20/Jan), no Palácio do Planalto. Na ocasião, em que também estava presente o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, e os comandantes da Marinha, almirante Marcos Sampaio Olsen, e da Aeronáutica, brigadeiro Marcelo Kanitz Damasceno. Ocasião em que o chefe do Executivo deixou claro que todos os participantes e envolvidos na tentativa de golpe e nos atos terroristas de 8 de janeiro, devem ser punidos, “sem exceção”.

Após o encontro, José Múcio Monteiro falou embora tenha afirmado não ver envolvimento “direto” das Forças Armadas nos ataques em Brasília, também defendeu que militares, enquanto indivíduos, eventualmente envolvidos, devem ser acionados e responsabilizados pelos atos praticados.

Discurso

Nessa semana, conforme noticiado pela coluna do Guilherme Amado, do portal de notícias, Metrópoles, durante cerimônia que homenageou os militares mortos no Haiti, Paiva proferiu um discurso considerado extremamente simbólico, que ganhou projeção, em especial no meio militar. Em tom incisivo, o general fez a defesa da lisura do processo eleitoral brasileiro e o respeito ao resultado das eleições.

O General foi além, ao relembrar aos pares e subordinados, o papel dos militares em relação a defesa da Pátria, bem como a necessidade de discrição quanto a posicionamentos políticos. Paiva afirmou que o Brasil enfrenta um “terremoto político” que está “tentando matar a coesão, hierarquia, disciplina e profissionalismo” do Exército e que afeta o “respeito e o orgulho que temos de vestir essa farda”.

 

General Paiva

Paulista, general Paiva, 62 anos, ingressou na carreira militar em 1975 ao entrar na Escola Preparatória de Cadetes do Exército, em Campinas, no interior de São Paulo. Além de comandar o Comando Militar do Sudeste, atuou em missão do Exército no Haiti e comandou a Força de Pacificação da Operação Arcanjo VI, no Complexo da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro, em 2012.

o general também foi ajudante de Ordens do Presidente da República e Assessor Militar do Brasil junto ao Exército do Equador; e chefiou o Gabinete do Comandante do Exército, em Brasília, e comandou a 5ª Divisão de Exército, em Curitiba, no Paraná.



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