Por Kleber Karpov
A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) manteve o alerta nacional para a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), conforme divulgado em seu boletim InfoGripe na última quinta-feira (09/Abr). O relatório destaca uma situação preocupante nos estados do Mato Grosso e do Maranhão e aponta que 18 estados e o Distrito Federal permanecem em situação de alerta, risco ou alto risco, com 13 deles apresentando tendência de aumento nos casos.
O monitoramento da Fiocruz indica que Acre, Tocantins, Bahia e Pernambuco, atualmente classificados no patamar de risco, também podem evoluir para um cenário pior nas próximas semanas. Apesar dos focos de preocupação regionais, a tendência nacional de longo prazo é de estabilidade, com pesquisadores observando a interrupção do crescimento e até quedas em algumas localidades.
Os vírus da influenza A e o rinovírus foram os principais agentes infecciosos identificados recentemente. Juntos, eles foram responsáveis por mais de 70% dos casos que tiveram diagnóstico viral positivo nas últimas semanas analisadas pelo boletim.
Estatísticas de casos e óbitos em 2026
Neste ano, o Brasil já notificou 31.768 casos de SRAG. Desse total, cerca de 13 mil tiveram resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório. A análise das amostras mostra o rinovírus como o mais prevalente (42,9%), seguido por influenza A (24,5%), vírus sincicial respiratório (15,3%), covid-19 (11,1%) e influenza B (1,5%).
O país registrou 1.621 mortes por SRAG em 2026, com 669 delas associadas a um agente viral confirmado. Em relação aos óbitos, o cenário se inverte, com a covid-19 sendo a principal causa (33,5%), seguida de perto pela influenza A (32,9%). O rinovírus foi responsável por 22,7% das mortes confirmadas.
Prevenção e recomendações de especialistas
A SRAG ocorre quando um quadro gripal com sintomas de febre, coriza e tosse se agrava, causando dificuldade respiratória e necessidade de hospitalização. A prevenção por meio de vacinas disponíveis no SUS é a principal estratégia de proteção contra casos graves de influenza A, influenza B e covid-19.
A Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza está em vigor em todo o país, priorizando grupos vulneráveis. Tatiana Portella, pesquisadora da Fiocruz, ressalta que a vacina é a principal forma de proteção. “Também recomendamos que pessoas com sintomas de gripe ou resfriado permaneçam em casa em isolamento. Caso isso não seja possível, o ideal é sair usando uma boa máscara”, destaca a especialista.
Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894
Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.











