Por Kleber Karpov
Profissionais farmacêuticos contratados pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IGESDF) deflagraram paralisação e operação de lentidão nas primeiras horas desta quarta-feira (21/Out). A categoria reivindica o pagamento imediato do adicional de insalubridade, isonomia remuneratória, reposição das perdas acumuladas pela inflação e plano de valorização da carreira dentro da rede hospitalar pública.
Conforme o Sindicato dos Farmacêuticos do Distrito Federal (Sindifar-DF), o setor no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) manteve as atividades com apenas 30% do quadro funcional. Já nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), a categoria aderiu à chamada “operação tartaruga”, desacelerando os procedimentos de triagem técnica.
Impacto na dispensação e ato público
A mobilização afeta diretamente a velocidade de validação das receitas médicas e a entrega dos fármacos aos leitos e pronto-socorros. “Se tiver três farmacêuticos trabalhando, só um vai fazer a análise de prescrição e a análise de psicotrópicos para fazer a liberação. Então, aquele um vai estar ali trabalhando, mas bem lentamente”, explicou a representante sindical Benna Santos.
A categoria realizou manifestação em frente à entrada do pronto-socorro do Hospital de Base entre 7h e 11h, reunindo mais de 70 profissionais. O movimento de lentidão nas demais unidades foi mantido ao longo de todo o plantão diurno, até as 19h.
Risco biológico e perdas salariais
O principal ponto de conflito com a direção do instituto envolve a negativa do adicional de insalubridade aos trabalhadores alocados em áreas hospitalares críticas. A entidade representativa destaca que a rotina envolve manipulação de agentes químicos, psicotrópicos e contato contínuo com materiais biológicos infectantes.
“Trabalhamos em áreas com risco de exposição a agentes contaminantes, como substâncias químicas e materiais que podem estar contaminados por microrganismos. Seguiremos mobilizados por uma política salarial justa, pela reposição das perdas inflacionárias e pelo reconhecimento da importância dos farmacêuticos e da insalubridade do farmacêutico para a assistência à saúde”, pontuou Benna Santos, ressaltando a ausência de reajustes à categoria em 2026.
Posicionamento do IGESDF
Em resposta ao movimento paredista, o Iges-DF informou que determinou às chefias das unidades o remanejamento e ajuste emergencial das escalas operacionais para resguardar os setores críticos e evitar o desabastecimento de pacientes internados. “O Iges-DF respeita o direito de manifestação dos trabalhadores e reforça seu compromisso com a segurança dos pacientes e a continuidade da assistência à população do Distrito Federal”, comunicou o instituto em nota à imprensa.
Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894
Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Graduado em Jornalismo (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal. Criador do Comitê Virtual (www.comitevirtual.com.br), plataforma de gestão de campanhas eleitorais. Criador do PubliqueAi (www.publiqueai.com), primeira plataforma brasileira de produção técnica de textos jornalísticos ou jurídicos, com uso de Inteligência Artificial; Criador do Quero Meu Carro de Volta (www.queromeucarrodevolta.com.br), lançado em 2012. Serviço de utilidade pública para vítimas de roubos e furtos de veículos em todo o país; Ex-produtor e apresentador do programa Panorama Político na Rádio Federal;
















