Por Kleber Karpov
A Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) realizou 39.891 exames de Triagem Neonatal em 2025 (31/Jan). O volume representa um aumento de 8,23% em comparação aos 36.858 testes registrados no ano anterior. Para a Pasta, o crescimento de 3.033 atendimentos ocorreu devido à maior adesão da rede privada ao serviço público e à ampliação do rol de doenças rastreadas, que agora abrange 62 condições de saúde para recém-nascidos do DF e entorno.
A vice-governadora do DF, Celina Leão (Progressistas), ressaltou que o avanço tecnológico se posiciona como pilar para a proteção infantil. A gestora apresentou, enquanto deputada distrital, o projeto de lei nº 1.994/2018 que viabilizou a expansão do serviço. Para o governo, o diagnóstico precoce permite a prevenção e o tratamento adequado de patologias graves.
“O crescimento é resultado de um amplo trabalho que temos realizado para levar saúde de qualidade para a nossa população. Ainda como deputada distrital, apresentei o projeto que amplia o Teste do Pezinho, por meio do PL nº 1.994/2018, que hoje é uma realidade na proteção das nossas crianças”, disse Celina Leão.
A ampliação do programa começou em 2019 com a inclusão de doenças lisossomais. Em 2021, a rede incorporou o rastreamento da atrofia muscular espinhal (AME). Atualmente, o Distrito Federal se encontra na etapa 5 da legislação federal. A cobertura atual coloca a capital entre as unidades da federação com maior abrangência na triagem neonatal.
Adesão da rede privada
O assessor técnico do Laboratório Especializado em Triagem Neonatal, Lourenço Evangelista, explicou que famílias atendidas em hospitais particulares buscam as Unidades Básicas de Saúde (UBSs). O motivo deve-se ao fato de o Teste do Pezinho na rede pública oferecer um leque de exames superior aos planos de saúde. O número de coletas nas UBSs saltou de 3 mil para mais de 5 mil registros.
“Antes, muitos recém-nascidos de hospitais e maternidades privadas não faziam o teste conosco. Hoje, eles procuram as UBSs [unidades básicas de saúde] para coletar, porque aqui o Reste do Pezinho oferece mais exames do que os disponíveis na rede privada ou nos planos de saúde”, disse Lourenço Evangelista.

Diagnóstico
O laboratório identificou 14 casos de AME desde a inclusão da doença no rol de rastreio. O diagnóstico ágil possibilita o início do tratamento antes mesmo do surgimento de sintomas clínicos. A bióloga Gabriella Vasconcelos destacou que o acompanhamento especializado garante que as crianças tenham um desenvolvimento motor e cognitivo saudável.
“Crianças que, sem diagnóstico, poderiam não sobreviver ou depender de suporte respiratório e alimentar passam a andar de bicicleta, correr, brincar e ter uma vida próxima do normal”, afirmou Gabriella Vasconcelos.
A pequena Anny Kimberly Alves, de um ano, recebeu o diagnóstico de AME sete dias após o parto. Moradora do entorno, ela recebe assistência multidisciplinar no Hospital da Criança de Brasília José de Alencar. A mãe da criança, Yasmin Alves, relatou que o suporte do governo facilita o desenvolvimento e a qualidade de vida da filha.

Fluxo de atendimento
As amostras seguem protocolos de coleta entre 24 e 48 horas após o nascimento. A logística da SES-DF utiliza cartões coloridos para identificar a prioridade dos exames e assegura o transporte refrigerado do material. Nos casos de suspeita de alteração, a equipe entra em contato imediato com a família para agilizar a confirmação diagnóstica e o início das terapias.
Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894
Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.











