Debatedores na Comissão de Direitos Humanos do Senado defendem ampliação do Saúde da Família

Uma audiência pública na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) nesta quinta-feira (10) discutiu a importância da atenção básica no Sistema Único de Saúde (SUS). Os debatedores concordaram que a ampliação da cobertura do programa Saúde da Família é uma das soluções para melhorar os indicadores de saúde da população.

A atenção primária é uma das diretrizes constitucionais do Sistema Único de Saúde e diz respeito às ações de prevenção. Essa política pública surgiu no Brasil com a criação do programa Saúde da Família, em 1994. Entre as ações previstas, estão imunização, prevenção e controle de doenças endêmicas, fornecimento de medicamentos essenciais e atenção para a saúde materna e infantil.

O senador Hélio José (PMB-DF) destacou na audiência que a atenção primária não recebe a devida importância quando se trata de recursos orçamentários e prioridade de investimentos.

— É necessário evitar que as pessoas possam superlotar as filas de pronto-socorro. Os recursos são necessários para a gente poder dar o primeiro atendimento com qualidade, além de economizar e evitar que muitas mortes aconteçam. Isso tudo é saúde primária. É por isso que ela é tão importante.

Para a professora Luciana Moura, da Faculdade de Enfermagem da Escola Superior de Ciências da Saúde (ESCS), a atenção primária só é colocada como prioritária na teoria. Ela acredita que coberturas mais amplas do Saúde da Família são uma maneira de melhorar os indicadores do setor. E defendeu que a prevenção é uma das soluções para resolver a superlotação nos hospitais, uma vez que é mais barata do que investir no atendimento pós-doença.

— Nós temos a superlotação, longas horas de espera de atendimento nas emergências e necessidade crescente por leitos de UTI. Porque estamos falhando na atenção primária à saúde? Quem são os pacientes que necessitam de leitos de UTI? Por acaso são aqueles que não tiveram suas demandas de saúde contempladas na atenção básica? — questionou.

Maria Amália Ferreira, coordenadora de Atenção Primária à Saúde da Secretaria de Saúde do Governo do Distrito Federal, apresentou o quadro de dificuldades. Ela argumentou que a saída de profissionais do programa Saúde da Família, assim como a falta de recursos, são realidades atualmente enfrentadas. Falando sobre o caso do Distrito Federal, ela disse que o governo local pretende aumentar a cobertura da atenção básica de 60% para 80% da população.

Fonte: Agência Senado

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