Por Kleber Karpov
A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (Progressistas), reuniu-se nesta quinta-feira (09/Abr) em São Paulo com o presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, e garantiu a apresentação de uma “solução definitiva” para a crise do Banco de Brasília (BRB) em um prazo de 30 dias. O encontro ocorreu em resposta ao rombo bilionário sofrido pela instituição, ligado a operações com o Banco Master, e Leão afirmou que o BRB “não irá quebrar”.
Durante a reunião, classificada como técnica e institucional, a governadora detalhou as medidas que o Governo do Distrito Federal (GDF), acionista controlador do BRB, está implementando para recuperar a saúde financeira do banco. O objetivo, segundo ela, foi demonstrar ao BC o cumprimento dos acordos previamente estabelecidos para a reestruturação da instituição financeira.
“”Eu acabei de assumir o governo e, como controladora do banco, a gente tem que mostrar que está cumprindo fielmente, ou seja, o banco BRB tem toda a condição de cumprir aquilo que está previamente acordado com o Banco Central e é por isso que nós estamos aqui hoje. São detalhes técnicos que estamos passando para o Banco Central para que rapidamente, acho que em menos de 30 dias, nós temos uma situação totalmente diferente da que estamos vivendo hoje. Serão dados oficiais, mas tudo aqui acompanhado pelo próprio Banco Central e pelo BRB”, disse.”, disse Celina Leão.
A governadora estabeleceu um cronograma para a resolução do problema. “Tudo que nós estamos fazendo, [estamos] passando aqui para o Banco Central, para que, rapidamente, acho que no prazo de menos de 30 dias, nós tenhamos uma situação totalmente diferente da que nós estamos vivendo hoje”, disse Celina Leão ao observar que “Vai ser divulgado, mas, em 30 dias, nós daremos uma solução definitiva para o banco, e o banco não irá quebrar”, reforçou.
Uma das primeiras ações da nova gestão foi o afastamento de 12 diretores e superintendentes do BRB ligados à administração anterior. A medida foi tomada com base em uma auditoria independente que analisou os negócios com o Banco Master, cujo relatório foi entregue à Polícia Federal para embasar investigações.
Estratégias financeiras
Além do diálogo com o Banco Central, a agenda da governadora em São Paulo inclui reuniões na Faria Lima com representantes de instituições financeiras. O objetivo é atrair investidores para um fundo imobiliário criado com imóveis públicos ou para formar um consórcio que conceda um empréstimo ao BRB.
Para viabilizar a capitalização, foi sancionada em 10 de março a Lei Distrital nº 7.845/2026, que autoriza o GDF a buscar um empréstimo de até R$ 6,6 bilhões. A legislação permite o uso de nove imóveis públicos como garantia, embora a governadora tenha anunciado a retirada da Gleba A, da Serrinha do Paranoá, da lista.
Paralelamente, o próprio BRB negocia um empréstimo de R$ 4 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC). A instituição ainda não apresentou seu balanço financeiro, pois aguarda o resultado de uma auditoria forense que determinará o prejuízo real das operações com o Banco Master. Uma assembleia de acionistas foi convocada para 30 de abril.
Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894
Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.











