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25 jan 2026 19:55

Agentes do ICE matam mais uma pessoa em Minneapolis nos EUA

Cidadão norte-americano de 37 anos morre em operação federal; ONU pede investigação sobre abusos da polícia de imigração dos EUA

Por Usuário

Um homem de 37 anos, cidadão norte-americano, foi morto a tiros por um agente do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) neste sábado (24/Jan), em Minneapolis, Minnesota. A vítima foi baleada durante uma operação federal de imigração e morreu após ser levada ao hospital. O caso intensifica o clima de tensão na cidade, que já registrava uma onda de protestos contra as ações do ICE, e motivou uma forte reação de autoridades locais e um pedido de investigação por parte da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre possíveis violações de direitos humanos pelo governo dos EUA.

O governador de Minnesota, Tim Walz, classificou o episódio como “atroz” e exigiu da Casa Branca o fim imediato das operações federais no estado. Em suas redes sociais, o governador expressou sua indignação. “Minnesota não aguenta mais. Isso é repugnante”

De acordo com o Departamento de Segurança Interna dos EUA, o homem estava armado com uma pistola semiautomática e dois carregadores, e teria reagido de forma violenta durante a “operação direcionada” que visava localizar um imigrante em situação irregular. O órgão federal alega que o agente atirou por temer pela própria vida. Contudo, o chefe de polícia de Minneapolis, Brian O’Hara, informou que a vítima possuía, ao que tudo indica, porte legal de arma, conforme permitido pela legislação estadual. Autoridades democratas e o prefeito da cidade, Jacob Frey, também criticaram a ação.

A morte ocorre em um contexto de crescente animosidade. No início de janeiro, outra ação do ICE resultou na morte de Renee Good, cidadã estadunidense de 37 anos, o que já havia provocado protestos e investigações.

Reação da Casa Branca

O presidente Donald Trump, por meio de postagens em redes sociais, defendeu a atuação do ICE, descrevendo os agentes como “patriotas”. Ele responsabilizou os policiais locais pelo tiroteio e acusou o governador de Minnesota e o prefeito de Minneapolis de provocarem uma “insurreição”. Trump também compartilhou uma imagem de uma arma supostamente pertencente ao homem morto, acusando as autoridades estaduais de encobrir os fatos.

Reação da ONU

Em contraponto, o alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, pediu uma investigação sobre o governo Trump por violações no tratamento de imigrantes e refugiados. Em comunicado emitido na sexta-feira, 23 de janeiro, Türk afirmou que políticas migratórias recentes resultaram em “abusos rotineiros”, prisões arbitrárias e práticas que destroem famílias. “Indivíduos estão sendo vigiados e detidos, às vezes de forma violenta, frequentemente apenas sob a mera suspeita de serem migrantes indocumentados”

Força desproporcional

Volker Türk manifestou preocupação com o uso de força desnecessária ou desproporcional, lembrando que o direito internacional permite o uso de força letal apenas como último recurso, sob ameaça iminente à vida. Ele citou um caso ocorrido na terça-feira, 20 de janeiro, em Minneapolis, onde um menino de cinco anos foi detido com o pai. Autoridades educacionais locais afirmaram que a criança foi usada como “isca” para localizar outros imigrantes, e ambos foram levados para um centro de detenção no Texas.

O alto comissário também destacou a falta de assistência jurídica para os detidos e a ausência de avaliações individualizadas nos processos de deportação, que frequentemente desconsideram a unidade familiar. Ele pediu uma investigação transparente sobre o aumento de mortes sob custódia do ICE, citando dados de ao menos 30 mortes em 2025 e outras seis no início de 2026. “Os Estados Unidos têm o direito de definir suas políticas migratórias, mas isso deve ser feito em plena conformidade com o direito internacional e o devido processo legal”




Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894 Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.

 

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