Acordo firmado pelo MPDFT permite IGESDF instalar PET Scan no Hospital de Base do DF

Equipamento utilizado para diagnóstico de câncer foi adquirido pela Secretaria de Saúde em 2013 ao custo R$ 3 milhões, mas estava encaixotado por falta de infraestrutura para instalação. Com o acordo, a previsão é que o aparelho esteja pronto para uso em oito meses

Acordo firmado pela 2ª Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde (Prosus) com o Instituto de Gestão Estratégia de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF) e a empresa GE Healthcare permitirá a instalação do aparelho de PET Scan no Instituto Hospital de Base. O equipamento foi adquirido em 2013, mas nunca foi colocado em funcionamento por falta de estrutura. A Justiça homologou o acordo na última quarta-feira, 30 de outubro.

A empresa GE Healthcare, que é a fornecedora do aparelho, ficará responsável por executar a obra necessária no Setor de Imagem Molecular do hospital, estimada em R$ 1,9 milhão. Nesse valor está incluída a aquisição e a instalação de equipamentos para a climatização e a blindagem radiológica do espaço. Além da montagem e da instalação do PET Scan, a empresa também fará o treinamento dos profissionais que vão manusear o aparelho.

A produção desse modelo de PET Scan foi encerrada em 2014, e as vendas, em 2015. Pelo acordo, a empresa terá de produzir as peças de reposição e fornecer a manutenção do aparelho até 2025. A garantia integral do equipamento será de 36 meses a contar da instalação, incluindo atualizações de software e hardware. A previsão é que as obras durem seis meses. Serão necessários mais 45 dias para a instalação do equipamento.

“Celebramos esse acordo para dar uma resposta aos pacientes que necessitam de diagnóstico com o auxílio de aparelhos de imagem como o PET Scan. Não fosse a atuação do Ministério Público, o aparelho ficaria encaixotado por mais dez anos”, disse o promotor de Justiça de Defesa da Saúde Clayton Germano

Clique aqui para ler a íntegra do TAC.

Confira aqui a sentença que homologou o TAC.

Improbidade administrativa

Em 2016, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) ajuizou ação de improbidade contra gestores da Saúde que autorizaram a aquisição do PET Scan sem licitação, planejamento técnico ou estudos prévios. O aparelho, utilizado para diagnóstico de câncer, custou R$ 3 milhões. Ainda não houve sentença sobre o caso.

Processo 2016011013081-4

Fonte: MPDFT

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