21.5 C
Brasília
02 fev 2026 10:54

Sem oposição, Rollemberg nada de braçada

Por Gutemberg Fialho

“Os que mandam não só não se detêm diante do que nós chamamos absurdos, como se servem deles para entorpecer as consciências e aniquilar a razão”. A frase é do escritor português José Saramago e, embora tenha sido escrita em 2004, no livro Ensaio Sobre a Lucidez – cujo principal enredo é a democracia – define bem o que acontece hoje no Distrito Federal. São tantos os absurdos da gestão de Rodrigo Rollemberg que a oposição não consegue se organizar: está entorpecida. Ela assiste à proximidade das eleições do ano que vem, sem definir um candidato ao Buriti comprometido a tirar Brasília da mediocridade e da falta de projetos.

Ao transformar a capital do Brasil em um verdadeiro caos, sem saúde, educação e segurança, Rollemberg conseguiu também degradar a política, transformando-a em palco da inércia. Ninguém sabe para que lado vai. Qual é a prioridade? São tantas as falhas e as queixas da população que, até o momento, a oposição não conseguiu formar consenso em torno de um nome. Por outro lado, com as poucas gambiarras que ostenta, incluindo um deck milionário próximo a uma estação de tratamento de esgoto, o atual governador segue firme rumo às eleições de 2018.

O que Rollemberg fez e faz, na verdade, é a exata fórmula que muitos encontram para ter mais chances de manter-se no poder, pois sem oposição não há democracia. E a falta de democracia é uma das marcas desta gestão. Sem diálogo com a população, com os trabalhadores e seus representantes. Trocando em miúdos, a autocracia é o regime escolhido por esta gestão do GDF para governar: ele decide, negocia, distribui cargos, troca favores e toca em frente suas propostas que só atrasam e comprometem o futuro da cidade.

A população precisa enxergar a face da oposição. Os eleitores precisam saber que ali, no fim do túnel, após quatro anos de desmandos e desmontes no serviço público, há uma luz. E eles têm pressa. Têm pressa porque não querem reeleger Rollemberg. Aliás, diga-se de passagem, 72% deles o rejeitam. Não é, portanto, apenas uma questão de fazer oposição.

Uma oposição frágil fortalece um governo ruim. Na situação em que estamos hoje no DF, o mais preocupante “não é o grito dos maus, mas o silêncio dos bons”, como afirmou o ativista político Martin Luther King. Por isso, já passou da hora de a oposição mostrar a Rollemberg que a reeleição não é uma possibilidade.

Gutemberg Fialho é presidente do SindMédico-DF

Delcy Rodríguez apresenta proposta de anistia geral na Venezuela

Por Kleber Karpov A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez,...

Ex-âncora da CNN é preso por suposta participação em ato contra ICE

Por Kleber Karpov O jornalista e ex-âncora da CNN Don...

Polícia Civil prende Petro Turra, piloto acusado de espancar adolescente em Brasília

Por Kleber Karpov A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu...

Ministério da Saúde descarta ameaça do vírus Nipah para o Brasil

Por Kleber Karpov O Ministério da Saúde esclareceu nesta sexta-feira...

Três em cada dez pessoas desaparecidas no Brasil são crianças ou adolescentes

Por Kleber Karpov O Brasil registrou 23.919 casos de desaparecimento...

Destaques

Cofen pede apoio da Presidência da República à PEC 19 e correção do Piso da Enfermagem

Por Kleber Karpov A direção do Conselho Federal de Enfermagem...

Delcy Rodríguez apresenta proposta de anistia geral na Venezuela

Por Kleber Karpov A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez,...

Ex-âncora da CNN é preso por suposta participação em ato contra ICE

Por Kleber Karpov O jornalista e ex-âncora da CNN Don...

Polícia Civil prende Petro Turra, piloto acusado de espancar adolescente em Brasília

Por Kleber Karpov A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu...

Polícia Militar de São Paulo terá esquema especial para atendimento a mulheres no Carnaval

Por Kleber Karpov A Polícia Militar de São Paulo deve...