Por Kleber Karpov
O Programa de Monitorização Contínua de Glicose da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) completou cinco anos de atividade, alcançando a marca de 846 pacientes atendidos. Criada em dezembro de 2020, a iniciativa disponibiliza gratuitamente sensores que monitoram os níveis de glicemia em tempo real, proporcionando maior segurança e autonomia no tratamento de pessoas com diabetes tipo 1.
O dispositivo, fixado no braço do paciente, realiza a medição contínua e compartilha os dados com a Secretaria de Saúde, eliminando a necessidade das frequentes punções digitais (furos no dedo). Milana da Silva, fisioterapeuta de 27 anos diagnosticada em 2018, relata que o acesso à tecnologia transformou sua rotina, permitindo ajustes precisos na aplicação de insulina e prevenindo episódios de hipoglicemia.
“Quando comecei a usar o sensor, achei uma maravilha. É rápido, prático. O gráfico mostra como a glicemia se comporta e dá para ver se apliquei demais ou de menos”, afirmou Milana.
Além do benefício clínico, o programa garante acesso a uma tecnologia de alto custo. Segundo a paciente, cada sensor custa cerca de R$ 300, sendo necessários dois por mês, o que totalizaria uma despesa mensal de R$ 600, valor inviável para muitos usuários.
Critérios de acesso e pioneirismo
O Distrito Federal é considerado referência nacional no tratamento da doença. Eliziane Leite, endocrinologista do Centro Especializado em Diabetes, Obesidade e Hipertensão Arterial (Cedor), destaca o pioneirismo local na oferta de insulinas de qualidade, bombas de insulina e monitorização glicêmica.
Para ingressar no programa, o paciente deve ser encaminhado por uma Unidade Básica de Saúde (UBS) e cumprir requisitos específicos: diagnóstico de diabetes tipo 1 há pelo menos dois anos, hemoglobina glicada igual ou superior a 8% e manutenção de uma rotina de autocuidado. “Temos ainda os critérios de continuidade no programa. O paciente precisa mostrar compromisso e comprovar que está usando bem a tecnologia”, explicou a médica.
O processo de solicitação é realizado online, mediante envio de exames, dados do tratamento e receita médica, seguido de avaliação técnica. Lucas Ferreira, professor que utiliza o sensor há um ano, reforça a vantagem do monitoramento integral: “O sensor mostra tudo: como foi meu dia inteiro, como a minha glicose ficou durante a noite. Isso me dá mais liberdade”.
Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894
Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Graduado em Jornalismo (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal. Criador do Comitê Virtual (www.comitevirtual.com.br), plataforma de gestão de campanhas eleitorais. Criador do PubliqueAi (www.publiqueai.com), primeira plataforma brasileira de produção técnica de textos jornalísticos ou jurídicos, com uso de Inteligência Artificial; Criador do Quero Meu Carro de Volta (www.queromeucarrodevolta.com.br), lançado em 2012. Serviço de utilidade pública para vítimas de roubos e furtos de veículos em todo o país; Ex-produtor e apresentador do programa Panorama Político na Rádio Federal;








