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19 mar 2026 19:32

HC-UFG garante acolhimento humanizado a famílias que enfrentam luto neonatal

Ações de apoio estão em conformidade com a nova Política Nacional de Humanização do Luto Materno e Parental

Por Kleber Karpov

Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás (HC-UFG) implementa ações de acolhimento e apoio ao Luto Neonatal em conformidade com a nova Lei 15.139, que institui a Política Nacional de Humanização do Luto Materno e Parental. A unidade de saúde oferece suporte psicológico a famílias que vivenciam a perda de bebês que falecem pouco tempo após o parto ou antes de completarem 28 dias de vida, em um esforço para humanizar um processo de profunda dor.

A psicóloga hospitalar da Unidade Neonatal do HC-UFG, Camila Oliveira Campos, observa que a experiência de perder um bebê gera impactos emocionais que demandam cuidados especializados. “É um momento que exige cuidados importantes, incluindo apoio de entes queridos, validação social e acolhimento profissional. Para passar por um processo tão individual e sensível como esse, o ideal é que se tenha o suporte necessário com protocolos de cuidado humanizado”, afirma. Ela ressalta a importância de incluir não apenas a mãe, mas também o pai, irmãos e outros familiares no processo de luto.

No HC-UFG, o Serviço de Psicologia atua desde o preparo para o parto em casos de prognóstico de vida curto para o bebê. A equipe encoraja o contato da família com a criança e promove a criação de memórias afetivas. São coletados itens como a pulseira de identificação, roupinhas e carimbos dos pés e mãos, que são entregues aos pais em sacolas temáticas, junto com a certidão de óbito, mensagens de acolhimento e contatos de grupos de apoio.

“O suporte emocional se dá até o dia previsto para a alta hospitalar da mãe, incluindo orientações quanto ao manejo com os demais filhos (…) e estratégias de enfrentamento para o retorno à rotina”, explica a psicóloga. A família também recebe encaminhamento para continuidade do acompanhamento psicológico próximo de sua residência, seguindo o princípio de regionalização do SUS.

Camila Campos destaca que essas ações validam a existência do bebê na história da família e ajudam a prevenir complicações psicológicas. “A construção de memórias e elementos de concretude da existência e partida deste bebê é crucial para a adequada elaboração do luto”, pontua.

A nova legislação, em vigor desde 23 de agosto, é vista como um avanço ao reconhecer o luto como um direito fundamental à saúde. “A lei traz avanços importantes ao reconhecer a importância de um cuidado mais sensível às famílias enlutadas, validando a perda de um bebê que, muitas vezes, é invisibilizada pela sociedade”, conclui a psicóloga.




Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894 Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.

 

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