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23 fev 2024 03:37


Jorge Vianna dá voz e vez aos ‘invisíveis’

Por Kleber Karpov

Na quinta-feira (22/Fev), o deputado distrital, Jorge Vianna (PSD), assumiu, por um dia, a função de servente de limpeza, em um shopping na Região Administrativa Taguatinga. Por ocasião do Dia do Auxiliar de Serviços Gerais, o parlamentar decidiu, ‘sentir na pele’ a vivência diária desses profissionais, em geral considerados ‘invisíveis’, aos olhos da sociedade. Na ocasião, Vianna obteve relatos dos trabalhadores que expuseram práticas cotidianas de situações de preconceitos e constrangimentos sofridos no trabalho.

“Trabalhei como servente de limpeza por 1 dia e pude ver de perto o que estes trabalhadores passam, infelizmente, muitos são tratados como invisíveis.”, disse ao frisar a importância, relevância e necessidade de se valorizar todas as profissões.  “Não existe trabalho mais importante que o outro, por isso, temos que trazer esse tema pra sociedade, devemos respeitar e valorizar todas as profissões.”, concluiu Vianna em publicação nas redes sociais.

Experimento social

Vindo de um deputado, a ação de Vianna para alguns é vista como mera capitalização política de Vianna, em especial quando estava no primeiro mandato. No entanto, no segundo e o sétimo mais votado da CLDF, o parlamentar se mantém fiel ao papel de tentar trazer à sociedade, nuanças de pessoas ou profissões, sejam em vulnerabilidade social, ou consideradas ‘invisíveis’, perante a sociedade.

Vale observar que o primeiro experimento social de Vianna ocorreu em Julho de 2019. Disfarçado de mendigo, o deputado vivenciou as condições de pessoas em situação de rua, na Rodoviária do Plano Piloto e em frente ao Hospital Regional da Asa Norte (HRAN). Na ocasião, Vianna realizou doações de agasalhos obtidos em campanha realizada pelo parlamentar, em ocasião do lançamento da biografia autorizada, ‘Jorge Vianna: de Borracheiro a Deputado Distrital Samuzeiro’, de autoria da escritora Onã Silva, realizado, em 12 de junho, na 35a Feira do Livro de Brasília (FELIB).

Em março de 2020, durante a pandemia do coronavírus, Vianna voltou a se disfarçar de pessoa em situação de rua para testar os acessos a abrigos assistenciais.  Ocasião em que identificou incoerência o oficiou ao GDF, sobre a exigência de contato prévio, por telefone, com o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) ou com o Centro de Referência Especializada de Assistência Social (CREAS). 

“A pessoa em situação de rua chega no abrigo, e é informada que deve ligar, no dia seguinte, para o CRAS ou o CREAS para conseguir autorização de utilizar o abrigo, me parece algo incoerente. Até porque, muito provavelmente, aquela pessoa sequer vai ter um celular, acesso a telefone e tampouco dinheiro para pegar um ônibus. E o que ele fará vai dormir na rua? Então, devemos oficiar o GDF para ver se desburocratizam essa entrada em um abrigo.”, disse Vianna à época.

Intervenções

Porém, conforme bem lembra Vianna, ações como essas, não podem se limitar a vivências diárias sem respostas resolutas à sociedade. De acordo com o distrital, “um dos principais papeis de um parlamentar, está em identificar os diversos problemas da sociedade, em especial àqueles relegados ao anonimato ou a um segundo plano e tentar mudar a realidade dessas pessoas”.

Segundo Vianna, sob esse prisma, parlamentares têm um ‘poder de fogo’, extremamente grande, para tentar ajudar a promover melhores condições de vida a sociedade. “Alguns problemas nós podemos apresentar um projeto de lei. em outras, podemos indicar ao Executivo que apresente uma projeto, as vezes com um simples telefonema conseguimos dar ciência, ao governador, a um secretário, sobre um problema que as vezes tem uma solução simples que se resolve sem dificuldade ou burocracia alguma”. explicou.

Resultados

Sob essa ótica, o distrital lembra que experimentos e intervenções realizadas pelo deputado repercutiram em projetos de leis e mudanças reais à sociedade do Distrito Federal. Dentre essas ações estão a lei 6.546/2020 que garante prioridade de acesso a elevadores a pessoas com dificuldade de locomoção, ou ainda a Lei no  6.656/2020, que garante o descarte de seringas, agulhas e outros materiais perfurocortantes ou contaminantes, em recipientes adequados. Ambos os projetos de leis, de autoria de Vianna, foram originados a partir de contatos e reclamações de pessoas, em muitos casos ‘invisíveis’ aos olhos da sociedade. “É como digo no vídeo, enquanto estava lá no shopping fazendo a limpeza, a grande maioria das pessoas simplesmente pareciam não notar a minha presença”.

Porém, Vianna lembra que um dos principais ‘xodós’, na atuação de parlamentar, vem da iniciativa de garantir intérpretes de Libras, nos atendimentos de urgência e emergência dos hospitais, que “o governador Ibaneis teve tanta sensibilidade que amplificou e levou a linguagem de sinais a todos os cantos do Governo do Distrito Federal”. Isso ao lembrar que, desde 2019, o GDF mantém um curso desse idioma, na Escola de Governo do Distrito Federal (EGOV). 

Muito embora, a Lei nº 6.300/2019, que assegura a disponibilização de profissional apto a se comunicar na Língua Brasileira de Sinais (Libras), nas unidades e órgãos da rede pública de saúde não se trate de um ‘experimento social’, Vianna novamente recorre aos ‘invisíveis’.

“Sou técnico em enfermagem, do SAMU [Serviço de Atendimento Móvel de Urgência] e sempre me incomodou ver o drama de pessoas com deficiência auditiva, na hora de receber um atendimento de urgência ou de emergência em um hospital, quando o quadro clínico não era aparente. Nós tínhamos cerca de 100 mil pessoas, com alto grau, ou total incapacidade auditiva no DF que faziam parte dessas pessoas invisíveis, que hoje sabemos que ao chegarem em um hospital, haverá uma pessoa qualificada para ajudar no atendimento”, explicou Vianna.

Ainda segundo Vianna, “muitos servidores do GDF talvez nem saibam, ou tenham percebido o esforço do governo em lançar o curso de Intérpretes de Libras, na Escola do Governo, levando o atendimento à população à praticamente todas as esferas do GDF. Esse esforço ocorreu já a partir da sanção da lei do projeto que apresentei”. concluiu.

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