Distritais criticam interdição do ‘Na Praia’ pelo Brasília Ambiental

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Júlia Lucy ressaltou “os benefícios que o evento proporciona”, listando a geração de empregos formais e os indiretos

Por Marco Túlio Alencar e Denise Caputo

A interdição parcial do evento “Na Praia”, pelo Instituto Brasília Ambiental, órgão do GDF responsável pela aplicação da Lei nº 4.092/2008, que trata do controle de poluição sonora e os limites tolerados de emissão de ruídos e sons no Distrito Federal, foi criticada durante a sessão ordinária da Câmara Legislativa desta quarta-feira (7).

O deputado Fábio Felix (PSol) destacou a necessidade de a CLDF voltar a discutir a Lei do Silêncio. “Este é um tema tabu. Na última legislatura foi iniciada uma discussão, que não foi adiante. Enquanto isso, assistimos à interdição de um grande evento e, ao mesmo tempo, uma verdadeira perseguição com base na lei atual”, considerou.

O parlamentar observou que o setor de economia criativa, segundo a Codeplan, é responsável por 40 mil empregos diretos. “A potência criativa dos brasilienses, que já gerou diversos artistas reconhecidos nacional e internacionalmente, está ameaçada pela lei. Muitos estabelecimentos já fecharam”, alertou.

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A interdição do evento, por poluição sonora, também foi comentada pela deputada Júlia Lucy (Novo). A distrital ressaltou “os benefícios que o evento proporciona”, listando a geração de empregos formais, fora os indiretos – representados pela atuação de ambulantes na área externa e de motoristas de táxi ou de aplicativos, por exemplo. “O governo precisa facilitar a vida do empreendedor, ou Brasília vai ser recordista de desemprego”, avaliou.

Compromisso

Também durante a sessão, o deputado Jorge Vianna (Podemos) ocupou a tribuna para “chamar a atenção do GDF para os compromissos assumidos”. Ele relatou encontro com o governador Ibaneis Rocha, no qual tratou de reivindicações dos servidores da saúde. “Houve receptividade. O governador chamou a assessoria para avaliar os pedidos e solicitou celeridade. Mas, até agora, nada”. Ele fez um apelo, pedindo mais atenção aos deputados distritais: “Por favor, não nos deixe no vácuo. A categoria cobra e precisamos de respostas”.

O parlamentar também discursou em prol dos funcionários do Metrô-DF que saíram da greve, mas tiveram os salários cortados. O deputado Fábio Felix também saiu em defesa dos metroviários. Ele sugeriu a formação de uma comissão de distritais para tratar do assunto com o GDF.

Fonte: CLDF