Ex-secretários de Saúde do DF são presos, em ação do MPDFT, acusados de corrupção

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Gestores, durante governo Agnelo Queiroz (PT), são investigados por fraude em licitação de Órtese e Prótese

Da Redação

Os ex-secretários de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), Rafael Barbosa e Elias Miziara, foram presos, na manhã desta quinta (29/Nov), por suspeita de fraude em licitações no comando da Pasta. Os dois fazem parte de um grupo de outros 10 mandados de prisão e 44 de busca e apreensão expedidos, além do DF, no Rio de Janeiro e em São Paulo, por força de ação do Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT).

De acordo com a força-tarefa de Combate à Corrupção na Saúde, chefiada pelo promotor Luís Henrique Ishihara, com e o trabalho de mais quatro promotores do MPDFT, o grupo investigado também por peculato, corrupção ativa e passiva e organização criminosa, fraudou licitações no Rio de Janeiro, durante o governo de Sérgio Cabral (MDB). Governador esse, preso, durante as investigações da Operação Lava Jato, da Polícia Federal.

No caso de Barbosa e Miziara, de acordo com o inquérito, da chamada Operação ‘Conexão Brasília’, desdobramento da ‘Lava Jato’, os ex-gestores da SES-DF, aderiram a uma ata de registro de preços, no valor de R$ 8 milhões, da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ), para que uma empresa fornecesse Órteses e Próteses e Materiais Especiais (OPME) à SES-DF.

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Segundo os investigadores, uma empresa fazia parte de um cartel de empresas fornecedoras de de OPME, que combinavam os preços com antecedência. Além de existir um pagamento de propina, em esquema orquestrado por Sérgio Cabral.  Dos 44 mandados, 27 foram cumpridos no Distrito Federal, 3 em São Paulo e 14 no Rio de Janeiro.

As partes

Levado para a Departamento de Polícia Especializada (DPE), ao chegar ao local, Miziara disse que foi pego de surpresa.  “Eu nunca nem sequer participei de licitação. Não tenho nenhuma notícia disso e não sei do que se trata”, afirmou. Barbosa, por sua vez, evitou fazer declarações. O processo pegou os gestores de surpresa, pois segue em segredo de Justiça.

Com informações de Metrópoles

Atualização: 29/11/2018 às 14h34

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