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03 abr 2026 08:54

Venda de pescados cresce na Semana Santa e DF reforça fiscalização sanitária

Aumento do consumo leva Secretaria de Agricultura a intensificar inspeções em 12 agroindústrias registradas para garantir qualidade

Por Kleber Karpov

A Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF) intensificou, nesta Semana Santa, a fiscalização sanitária sobre a venda de pescados no Distrito Federal. A medida, anunciada na quinta-feira (02/Abr), visa garantir a qualidade dos produtos durante o período de alta no consumo, motivado pela tradição religiosa. As ações se concentram nas 12 agroindústrias de pescado registradas na capital, que são inspecionadas pelo Serviço de Inspeção Distrital (SID).

Controle sanitário

O aumento da demanda por peixes durante o período eleva o risco de comercialização de produtos irregulares. Para coibir essa prática, o titular da Seagri-DF, Rafael Bueno, explica que as equipes estão reforçando o monitoramento tanto da produção local quanto dos pescados que chegam de outras regiões do país.

“Com a chegada da Semana Santa, a Secretaria de Agricultura intensifica os processos de fiscalização do pescado que entra no DF ou é produzido aqui. Com o aumento do consumo nessa época do ano, há muito produto vindo de fora e, em alguns casos, de maneira irregular, sem a devida inspeção. Quando oriundo de outros estados, o pescado deve vir com o selo do Sisbi-SIF [Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal], enquanto o produzido no Distrito Federal deve conter o selo de inspeção do Dipova [Diretoria de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal e Animal]”, alerta o secretário.

As visitas aos estabelecimentos verificam o cumprimento dos critérios higiênico-sanitários, as condições de armazenamento e instalações, o controle de temperatura, a qualidade da água e as boas práticas de fabricação. Além das agroindústrias, a fiscalização se estende às barreiras de entrada do DF e a pontos de venda clandestina, como feiras e veículos em rodovias.

“Sabemos que a população que busca pescado para consumo nessa época do ano pode acabar se deparando com produtos impróprios. Por isso, a Seagri-DF tem reforçado as barreiras de entrada no Distrito Federal, a fiscalização nos estabelecimentos registrados, bem como a verificação de produtos vendidos de forma clandestina em feiras e em veículos parados à beira de rodovias. Também orientamos a população a consumir apenas pescado de estabelecimentos registrados na Secretaria de Agricultura ou na Vigilância Sanitária”, pontua Rafael Bueno.

Os produtos de origem animal inspecionados recebem um selo no rótulo, o que permite ao consumidor identificar a procedência e a conformidade com as normas sanitárias vigentes. Todo pescado comercializado em feiras e mercados do DF deve ter origem nessas agroindústrias, assegurando o controle sanitário oficial.

Planejamento

Para os produtores, o período da Semana Santa exige um planejamento que começa com muita antecedência. Guilherme Pereira, de 32 anos, que cria tilápias na Ponte Alta do Gama há doze anos, relata que o trabalho para garantir a oferta adequada durante a Quaresma se inicia quase um ano antes.

“Para cumprir esse período com oferta adequada, o trabalho vai além da venda do peixe: começa com cerca de um ano de antecedência, com o controle dos tanques e o povoamento, garantindo a produção futura”, explica o produtor.

Guilherme Pereira destaca que o ciclo completo do peixe, desde a entrada na piscicultura até o momento da venda, dura entre nove e dez meses. Esse longo período exige uma organização contínua para assegurar que o produto esteja disponível em quantidade e qualidade para o pico de consumo da Semana Santa.

Pontos de venda

Nos pontos de venda, como a Feira do Guará, a estratégia é otimizar o atendimento para lidar com o grande fluxo de clientes. O vendedor Rafael Soares afirma que a preparação dos produtos é adiantada para agilizar o serviço. “A gente começa a deixar os peixes já limpos, para adiantar o atendimento. O freguês chega, a gente pesa, despacha e consegue atender todo mundo com mais rapidez”, detalha.

Soares também comentou sobre a origem dos pescados comercializados. Segundo ele, no Distrito Federal há uma predominância de peixes de água doce, como tambaqui, tilápia e pintado. As opções de água salgada, por outro lado, são majoritariamente importadas de outras regiões, principalmente do Nordeste.




Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894 Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal. “]

 

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