Por um fio: Atrasos, calote e desassistência na Saúde do DF

O alerta foi feito na semana passada. Com parte da frota do Serviço de Atendimento Médico de Urgência do Distrito Federal (Samu-DF) parada, agora, os profissionais de saúde alertam para a redução de atendimentos também nos hospitais. Isso porque sem o Samu Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs), urgências e emergências podem sofrer também.

Os motoristas do Serviço de Atendimento Médico de Urgência do DF (SAMU-DF) cobram o pagamento das horas extras de agosto e setembro de 2016. Ao todo, são mais de 1200 horas trabalhadas e não pagas.

Ao blog Política Distrital (link abaixo), os profissionais do Samu explicaram que, hoje, são 387 leitos de UTI funcionando em toda a rede do DF. Porém, “com a entrega das horas extras pelas outras categorias do SAMU – técnicos e enfermeiros, por exemplo -, a Secretaria vai perder a capacidade de atendimento de pelo menos 130 leitos.”

“Infelizmente, como eu falei antes, já iniciamos a semana com péssimas notícias para a população”, lamenta o presidente em exercício do SindMédico-DF, o vice-presidente Carlos Fernando.

E os problemas não param por aí: o governo federal não repassa mais recursos ao Samu do DF há 11 meses por falta de prestação de contas da atual gestão do Buriti. São R$ 9 milhões a menos, que poderiam tanto aumentar a frota como consertar as viaturas paradas. Além disso, há um déficit de pelo menos 610 servidores no serviço.

Histórico

Também na semana passada, o Hospital Materno Infantil de Brasília (HMIB) suspendeu a realização de cesarianas na unidade por conta de um problema da caldeira, que estava parada por falta de pagamento à empresa responsável pelo abastecimento.

O problema só foi resolvido, aliás, após a intercessão do SindMédico-DF.

Em nota à imprensa local, a Secretaria de Saúde reconheceu a dívida de R$ 1,2 milhões com a empresa Papagaio Diesel. A pasta informou que valor é referente aos meses de outubro e novembro do ano passado.

“É um absurdo a situação em que chegamos. É dívida do GDF para todos os lados. E, especialmente no que diz respeito à Saúde, denunciamos há tempos que há não interesse em fazer funcionar”, critica ainda o presidente em exercício do SindMédico-DF, o vice-presidente Carlos Fernando.

Vigilantes

E por falar em atraso, parece que a Secretaria de Saúde e o GDF realmente se habituaram a pagar atrasado o salário dos prestadores de serviço e as gratificações dos servidores. Por esse motivo, inclusive, os vigilantes da empresa Brasília e Ipanema Segurança paralisaram suas atividades por dois dias na semana passada. As remunerações deveriam ter sido pagas no dia 06, quinto dia últil do mês. Porém, eles só receberam no dia 12.

Além dos vigilantes, os funcionários da limpeza paralisaram suas atividades na semana passada até receberem seus salários, que também só foi depositado no dia 12.

Fonte: SindMédico-DF

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