Por Kleber Karpov
A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) e a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) publicaram nota conjunta com o objetivo de restringir o uso de testosterona em mulheres. Conforme as três entidades médicas, a prescrição de testosterona deve se restringir estritamente à única indicação formalmente reconhecida: o Transtorno do Desejo Sexual Hipoativo (TDSH), após avaliação clínica adequada.
O comunicado alerta para efeitos colaterais, alguns com gravidade, que podem ocorrer com o uso do hormônio. O uso de testosterona fora da única indicação em mulheres aumenta o risco de eventos adversos, o que inclui efeitos virilizantes como acne, queda de cabelo, crescimento de pelos, aumento do clitóris e engrossamento irreversível da voz, toxicidade e tumores de fígado, alterações psicológicas e psiquiátricas, infertilidade e potenciais repercussões cardiovasculares como hipertensão arterial, arritmias, embolias, tromboses, infarto, AVC e aumento da mortalidade, além de alterações de outros exames laboratoriais, como os de colesterol e triglicerídeos, diz a nota conjunta das entidades.
A nota ainda ressalta que a Anvisa não aprovou nenhuma formulação de testosterona para uso em mulheres. A agência reguladora também não reconhece o uso de testosterona para fins estéticos, de melhora de composição corporal, desempenho físico, disposição ou antienvelhecimento.
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