Dias contados: Anatel bloqueia cerca de 80% dos aparelhos de transmissão ilegal de sinal de TV a cabo

Por Kleber Karpov

Operação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) bloqueou, desde o início de fevereiro desse ano, cerca de 80% dos aparelhos de TV Box – aparelhos que transmitem ilegalmente, sinais de operadoras de TV a cabo – Essa foi a maior operação realizada pela Anatel, desde fevereiro, mês em que iniciou as operações.

De acordo com estimativa da agência reguladora, no país, cerca de 7 milhões de aparelhos utilizavam o sinal das operadoras de TV a cabo, de forma clandestina. Ainda segundo a Anatel, desde o início do ano, mais de 3 mil servidores que habilitavam., ilegalmente, os sinais das TV Box piratas foram bloqueados.

Riscos

De acordo com o coordenador de combate à pirataria da Anatel, Moisés Moreira, além do acesso ilegal ao sinal das operadoras de TV a cabo, as TV Box, que não são homologados pela agência reguladora podem expor os usuários a outro grave problema, o roubo de dados dos usuários, que compartilhem a mesma rede de internet, ligada ao aparelho.

“Essa caixinha vai estar conectada na internet da sua residência. Se você tiver com seu celular no wi-fi da sua residência, acessando os dados da sua conta bancária, um exemplo, ele pode roubar sua senha, seus dados pessoais e isso é um alto risco para o usuário também. Ele tem que ter essa consciência de que tá pegando um serviço mais barato, mas é um serviço pirata, que traz grandes riscos a redes no nosso país e ele próprio”, destaca Moisés Moreira, coordenador do combate à pirataria na Anatel.

De olho

Em março desse ano, a Anatel assinou um Acordo de Cooperação Técnica com a Agência Nacional do Cinema (Ancine), com a finalidade de aumentar o cerco, à pirataria digital. De acordo com o conselheiro da agência reguladora das telecomunicações, tal assinatura deve permitir o interâcmbio de dados, experiências, informações e tecnologias, de modo a facilitar o monitoramento e bloqueio de sites e canais ilegais com transmissões de conteúdos piratas, veiculado sem autorização.

“Constitui um passo adicional ao Plano de Ação para Combate ao Uso de Decodificadores Clandestinos, pois permite às duas agências avançarem nas medidas a serem tomadas sobre a pirataria praticada na internet e por outros meios.

Agilidade

Ainda de acordo com Moreira, essa parceria promove celeridade aos processos de monitoramento e desativações de estruturas ilegais. Isso porque, se houver a detecção, se por exemplo, de uma transmissão de uma partida esportiva, por meio de sinal pirata, as agências pretendem ter capacidade de detecção e desabilitação do sinal, em no máximo uma hora.

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