DF institui a Campanha Maio Vermelho para reforçar prevenção ao Acidente Vascular Cerebral

Iniciativa promove ações de conscientização sobre sintomas, prevenção e atendimento qualificado na rede pública de saúde

O Governo do Distrito Federal (GDF) instituiu a Campanha Maio Vermelho, voltada à conscientização da população sobre o acidente vascular cerebral (AVC). A publicação da norma está disponível no Diário Oficial do Distrito Federal desta quarta-feira (11).

Durante o mês, entidades e profissionais de saúde devem promover ações informativas sobre fatores de risco, prevenção, identificação precoce dos sintomas e divulgação de estabelecimentos capacitados a atender pacientes com AVC. Entre as atividades previstas estão palestras, treinamentos, eventos, inserções publicitárias e conteúdo midiático.

Risco nacional

No Brasil, o AVC é uma das principais causas de mortes, com uma vítima a cada 7 minutos, chegando a 120 mil por ano, segundo dados do Portal da Transparência dos Cartórios de Registro Civil. Cerca de 70% dos sobreviventes ficam com algum grau de incapacidade e 50% se tornam dependentes para a realização de atividades cotidianas.

Em 2023, o DF registrou mais de R$ 7,4 milhões em custos com internações por derrame, com uma média de R$ 2,9 mil por hospitalização. “Diante desse cenário, o conhecimento amplo sobre sinais e sintomas do AVC torna-se imperativo. A partir da informação, a população pode buscar assistência de forma rápida. O diagnóstico precoce é favorável a uma intervenção médica ágil, que melhora o desfecho clínico e diminui as complicações e mortalidade”, explica a secretária-adjunta de Assistência à Saúde, Edna Maria Marques de Oliveira.

AVC no Quadrado

Com o objetivo de expandir o cuidado para tratar casos de derrame, a Secretaria de Saúde (SES-DF) desenvolveu o projeto “AVC no Quadrado”. A iniciativa amplia a realização da trombólise endovenosa aos hospitais regionais do Gama (HRG) e de Sobradinho (HRS). A terapia estabelecida para tratamento agudo já é realizada no Hospital de Base (HBDF).

A técnica consiste na administração de medicamentos para dissolver o coágulo sanguíneo que bloqueia a artéria afetada, restaurando a normalidade da circulação no cérebro. A cada cem pacientes que passam pelo procedimento, 32 apresentam melhoras clínicas e 13 ficam sem sequelas.

O projeto ainda conta com o uso do “Telestroke”, uma ferramenta de telemedicina que conecta, 24 horas por dia, o HBDF, HRG e HRS a neurologistas especializados. A tecnologia permite diagnóstico e orientação terapêutica em tempo real, especialmente em regiões com escassez de profissionais qualificados no assunto.

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