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12 abr 2026 20:19

Câncer de intestino é o terceiro mais comum no Distrito Federal

Hospital de Base realiza mil atendimentos anuais; campanha Março Azul-Marinho alerta para prevenção

Por Kleber Karpov

O câncer colorretal, popularmente conhecido como câncer de intestino, representa o terceiro tipo de tumor mais frequente no Distrito Federal, ficando atrás apenas dos de mama e de próstata. Dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca) indicam uma taxa de 19,42 casos para cada 100 mil habitantes na capital, a sexta maior do país. Em resposta a essa realidade, o Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), referência em oncologia, realiza cerca de mil atendimentos anuais para a doença e a campanha Março Azul-Marinho busca conscientizar a população sobre a importância do diagnóstico precoce.

A campanha Março Azul-Marinho, realizada durante todo o mês de março, tem o objetivo de ampliar a informação sobre a prevenção da doença. Muitos diagnósticos ocorrem em fases avançadas, pois o tumor pode se desenvolver de forma silenciosa por anos, sem apresentar sintomas perceptíveis em seus estágios iniciais.

Segundo a proctologista Ana Rosa Melo, da equipe do Hospital de Base, o tumor geralmente evolui a partir de pólipos, que são lesões benignas na parede do intestino. Como o órgão é oco, as alterações podem crescer gradualmente sem manifestar sinais evidentes, retardando a busca por atendimento médico.

“O câncer colorretal costuma crescer de forma gradual. Quando aparecem sintomas como sangramento nas fezes, mudança do hábito intestinal, perda de peso ou anemia, muitas vezes o tumor já está em estágio mais avançado”, afirma a médica.

Entre os principais fatores de risco associados à doença estão o consumo de alimentos ultraprocessados, a ingestão de álcool, obesidade, sedentarismo e tabagismo. A recomendação médica é que os exames de prevenção comecem a partir dos 45 anos, com frequência definida individualmente com base no histórico do paciente.

A vida após o tratamento

Cláudio, hoje com 74 anos, foi diagnosticado com câncer de intestino aos 59, após sentir fortes dores abdominais que levaram a uma cirurgia de emergência. “Foi um grande susto. É o tipo de coisa que você pensa que nunca vai acontecer com você”, lembra o paciente, que realizou quimioterapia por sete meses no HBDF.

Ele relata que encarou o tratamento como um obstáculo a ser superado. “Nunca enxerguei aquilo como o fim da linha, mas como um obstáculo. Se era preciso fazer quimioterapia, eu faria e ficaria bem. Sempre tive fé de que seria algo passageiro”, relata. A jornada incluiu efeitos colaterais como perda de cabelo e 24 quilos.

O apoio da equipe de saúde foi fundamental durante o processo. “As enfermeiras sempre estavam sorrindo e nos motivando. Não sei como conseguem manter tanta energia”, conta Cláudio. Após finalizar a quimioterapia em 2013, ele realizou o sonho de dar a volta ao mundo e já visitou mais de 85 países.

Apesar dos desafios, a médica Ana Rosa Melo destaca que as chances de recuperação são altas com o tratamento adequado. “Com o tratamento correto, que pode incluir cirurgia e quimioterapia, as chances de recuperação são bastante elevadas”, destaca.

Atendimento na rede pública

A orientação para quem apresenta sintomas suspeitos é procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS). Na Atenção Primária, o paciente é avaliado e pode receber solicitações de exames iniciais, além do encaminhamento para um especialista.

O acesso a serviços mais complexos, como os oferecidos pelo Hospital de Base, é feito por meio do sistema de regulação da rede pública de saúde. O encaminhamento ocorre conforme a necessidade clínica identificada pela equipe da Atenção Primária.




Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894 Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.

 

 

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