Caso Cybele: Da papudinha à mudança de paradigmas

Penas para transgressões disciplinares deve suprimir a restrição de liberdade, prisão, de militares das polícias Militar e Bombeiros.

Na última semana o caso  da Polícia Militar, Cybele Mara, presa (20/Mar), por discordar do superior, um major da 17º Batalhão da Polícia Militar, causou comoção e serviu para mudar conceitos dentro do universo militar do Distrito Federal. Em reunião com o alto comando das polícias Militar e Bombeiros para anunciar encaminhamentos a operação Kratos entre outros encaminhamentos. Entre eles a flexibilização do código de ética dos militares, potencializado após o caso da subtenente Cybele.

Na sexta-feira (27/Mar), o governador, Rodrigo Rollemberg (PSB), se reuniu com o chefe da Casa Militar, coronel, Cláudio Ribas, no auditório do Quartel-General da Polícia Militar do Distrito Federal, coronel, Cláudio Lemos, além dos comandantes-gerais da PMs e dos Bombeiros, os coronéis César e Hamilton, para anunciar a  Operação Kratos.

A operação anunciada por Rollemberg consiste no reforço do policiamento das ruas do DF com 748 PMs que passam pela última etapa do treinamento, o policiamento motorizado.  De acordo com dados do GDF, outros 47 policiais devem integrar a Kratos . Esses já atuavam nas ruas do DF e devem agir como tutores, orientando e fiscalizando o trabalho dos novatos. Além dos 795 militares, a operação colocará ainda, mais 50 viaturas nas ruas.

Mudança de paradigmas

Na ocasião, do anúncio, dados do Blog do Políglota informa também o anúncio, por parte de Rollemberg, até o dia 1º de Abril, de uma comissão mista integrada por oficiais e praças da PMDF, do CBMDF e da Casa Militar destinado a definir critérios e para o Novo Código de Ética das Corporações Militares do DF. Entre os temas a serem previsto no Código de ética está a não inclusão de penas restritivas de liberdade para as transgressões disciplinares não deverão ser previstas no novo regulamento.

Com isso Rollemberg abre caminho para se buscar uma alternativa às polícias do DF, em relação ao rígido Código Penal Militar (CPM), de 1964, e atende a reivindicações, principalmente, de policiais.  Atualmente para exercer a profissão de policial ou bombeiro militar, o cidadão é obrigado a prestar concurso público para ingressar nas corporações. Com isso, muitos militares pedem isonomia em relação ao tratamento dispensado, a exemplo, às Polícias Civil, Federal, Rodoviária Federal por manter uma relação mais branda, entre superiores e subalternos.

Com informações de Agência BrasíliaBlog do Poliglota

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