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24 maio 2024 10:42


DF registra 55 mortes e mais de 100 mil pessoas infectadas por vírus da dengue

Cerca de 82 mortes seguem em investigação segundo dados de boletim epidemiológico da Secretaria de Saúde divulgado na segunda-feira (26)

Por Kleber Karpov

Dados do boletim epidemiológica da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) divulgado na segunda-feira (26/Fev), confirmou um total de 55 mortes causadas por infecção pelo vírus da dengue, desde o início do ano. Outros 82 registros de óbitos estão sob investigação e, mais a capital do país conta com mais de 100.558 casos prováveis no radar da SES-DF. As 55 mortes do DF equivalem as 29,5% das 184 mortes registradas em todo o país com outras 609 mortes em investigação.

A Região Administrativa Ceilândia, permanece na liderança dos óbitos pela doença, com um total de 10 mortes, seguidos pro Recanto das Emas com cinco e Taguatinga e Samambaia, ambos com quatro óbitos em cada uma das RAs.

Mortes por faixas etárias

Os dados apontam os idosos, entre os 60 e 79 anos, com predominância nos casos de óbitos com um total de 22 mortes confirmadas, equivalente a 40% das 55 mortes registradas no DF. Seguido pela faixa de adultos entre 30 e 59 anos, com 15 mortes (27,2%) , 10 aos 29 anos com sete mortos (12,7%) e dois óbitos entre menor de um e nove anos de idade (0,04%).

Faixa etária Óbitos registrados
Menor de 1 ano 1
1 a 4 0
5 a 9 1
10 a 14 0
15 a 19 1
20 a 29 6
30 a 39 3
40 a 49 8
50 a 59 4
60 a 69 12
70 a 79 10
80 anos e mais 9

Nomeações

O Diário Oficial desta terça-feira (27/Fev), publicou novas nomeações de Agentes de Vigilância Ambiental (AVAS) e de Médicos que devem reforçar o time da SES-DF, tanto na fiscalização e prevenção quanto na assistência à saúde.

Tais nomeações foram comemoradas, a exemplo do Sindicato dos Agentes de Vigilância Ambiental em Saúde e Agentes Comunitários de Saúde do Distrito Federal (Sindivacs-DF), que agradeceu ao governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB) e a vice-governadora, Celina Leão (Progressista), por nomear 150 AVAS e 115 Agentes Comunitários de Saúde (ACS, até o momento.

Embora a entidade, que estendeu os agredecimentos a entidades sindicais, aos políticos e parlamentares do DF, além das lideranças comunitárias, também tenha reivindicado completar o quadro com 1.500 ACS e 1.200 AVAS.

Já foram nomeados 150 AVAS e 115 ACS. A luta continua por mais nomeações, pois existe um déficit que precisa ser sanado. Faz-se necessário a nomeação de pelo menos 1500 ACS e 1200 AVAS para compor as equipes e fortalecer de maneira plausível e resoluta, que atenda as exigências e a necessidade da população.”.

Sinais de alerta

Sintomas da dengue comum e da grave são os mesmos nos primeiros dias da doença

A primeira manifestação da dengue, normalmente, é a febre alta (acima de 38 graus), de início abrupto, que costuma persistir por dois a sete dias, acompanhada de dores de cabeça, atrás dos olhos, no corpo e nas articulações, além de prostração, fraqueza, manchas vermelhas, erupções e coceira na pele.

Tanto a dengue clássica quanto a grave têm os mesmos sintomas nos primeiros dias. Entre os sinais de alerta que ocorrem, habitualmente, entre o quarto e o quinto dia, no intervalo de três a sete dias de doença, estão dor abdominal intensa e contínua, náuseas, vômitos persistentes e sangramento de mucosas. Há ainda casos assintomáticos ou com a presença de apenas um sintoma.

Previna-se

Dados do Ministério da Saúde (MS), apontam que 75% dos focos do aedes aegypti no país, estão dentro das residências. Nesse contexto, a SES-DF reforça o pedido que cada família se dedique, 10 minutos, semanalmente, para verificar e acabar com possíveis locais que sirvam de ambiente para reprodução do mosquito transmissor do vírus da dengue.

A melhor forma de combater a dengue é impedir a reprodução do mosquito. Foto: Arte/EBC – Arte/EBC

Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894
Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/Universidade de São Paulo (USP);

Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.

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