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14 abr 2024 03:03


Treinamento ensina voluntários sobre reanimação cardiopulmonar

Aulas práticas como as do Parque da Cidade, promovidas pelo Samu-DF, têm o objetivo de conscientizar população sobre a importância da manobra, fundamental no aumento da sobrevida de vítimas de paradas cardíacas

O Parque da Cidade foi palco, neste sábado (21), de uma ação que conscientiza sobre a manobra de reanimação cardiopulmonar (RCP), assim como do uso do desfibrilador externo automático (DEA). Promovido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu-DF), o objetivo do evento foi destacar a importância do procedimento na sobrevida de vítimas e aumentar a quantidade de pessoas treinadas em Suporte Básico de Vida (SBV).

Na aula de SBV, durante dois minutos e com o auxílio de música, cada participante treinou o procedimento em um manequim, enquanto um instrutor, no palco, demonstrava as manobras | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF

Presente ao evento, o secretário adjunto de Assistência substituto da Secretaria de Saúde do DF (SES-DF), Maurício Fiorenza, ressaltou a importância da conscientização da população sobre os serviços do Samu-DF e do aprendizado das manobras de reanimação. “É muito importante a população ter esta interação e saber como manejar no primeiro atendimento, que é fundamental para um desfecho positivo em uma situação de urgência, até a chegada do Samu”, reforçou.

Durante toda a manhã, equipes do Samu disponibilizaram aulas práticas de manobra de reanimação cardiopulmonar, bem como uma demonstração das viaturas e equipamentos utilizados pelo serviço. Quem esteve lá, pôde também receber orientações sobre a realização de manobras de desengasgo em adultos e crianças.

O secretário adjunto de Assistência substituto da SES-DF, Maurício Fiorenza, ressaltou a importância da conscientização da população sobre os serviços do Samu-DF e do aprendizado das manobras de reanimação

Neide de Oliveira, enfermeira do Samu-DF e uma das instrutoras da oficina de desengasgo, reforçou que a manobra é essencial para a sobrevivência, especialmente em casos de crianças. “Uma ação desta ajuda a salvar vidas. Em casos de engasgo, a pessoa pode morrer na sua frente. Por isso, precisamos ensinar a população a salvar vidas”, declarou.

A ação busca alertar para a realização do suporte básico imediatamente após o reconhecimento da parada cardiorrespiratória. Por isso, na aula de SBV, durante dois minutos e com o auxílio de música, cada participante treinou o procedimento em um manequim enquanto um instrutor, no palco, demonstrava as manobras.

Celiane Santiago de Sousa, 39 anos, participou da oficina de reanimação pulmonar e reconheceu como este treinamento pode auxiliar em casos de emergência. “É muito importante todo mundo aprender, adulto e criança, a fazer as compreensões para reconhecer uma vítima que, às vezes, fica inconsciente na sua frente e você não sabe o que fazer”, afirmou.

De acordo com o diretor do Samu-DF, Victor Arimatea, a corporação recebe aproximadamente 780 mil ligações todos os anos, que resultam em mais de 280 mil intervenções. Ao ser realizado em uma data estabelecida para o ensino das manobras de reanimação, o evento promoveu os serviços do Samu-DF, como atendimento pré-hospitalar, em casos de urgência e emergência. “Neste ano, a corporação completou 18 anos de atuação no Distrito Federal e a missão do Samu-DF continua. Daqui há 20 anos, outros profissionais e outras pessoas estarão engajadas, mas a missão, de prestar este atendimento, continuará a mesma”.

CPR Day

Celebrado mundialmente, o Dia do RCP (CPR Day, em inglês) chama a atenção à manobra de Reanimação Cardiopulmonar, com intuito de aumentar o número de pessoas treinadas a realizar o procedimento. Ter essa bagagem pode permitir que vítimas de parada cardíaca súbita (PCS) tenham mais chances de sobreviver.

De acordo com dados da International Liaison Commitee on Resucitation, juntamente com a Euopean Ressuscitation Council e a American Heart Association, cerca de 90% das pessoas que sofrem paradas cardíacas fora do hospital morrem, sendo que mais de 70% dos casos acontecem em residências. As associações estimam que apenas cerca de 40% das pessoas que sofrem paradas cardíacas fora do hospital recebem ajuda imediata de que precisam, antes da chegada dos profissionais de saúde.

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