Prevenção oferecida pela Atenção Primária à Saúde contribui para diminuir a procura pelas emergências hospitalares

Com investimentos na área, hoje população conta com 176 UBS, 596 equipes da família e 59 Núcleos Ampliados de Saúde da Família

Unidades Básicas de Saúde podem realizar atendimento para a maioria das queixas dos pacientes.
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Responsável por até 80% dos ações de saúde no Distrito Federal, a Atenção Primária à Saúde foi ampliada nos últimos três anos e se tornou a principal referência para o atendimento da população. Com a inauguração de 10 novas Unidades Básicas de Saúde (UBS), agora são 176 unidades com que recebem a maioria dos pacientes, desde queixas de resfriados e gripes ao acompanhamento de doenças crônicas.

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O subsecretário de Atenção Integral à Saúde, Oronides Urbano Filho, lembra que a Atenção Primária tem protocolos de atendimento para os casos sem gravidade. “O médico de família é capaz de cuidar de todos os casos não urgentes”, explica o gestor. Esse atendimento abrange pessoas de todas as idades, incluindo as crianças e os idosos. Em caso de maior gravidade, há o encaminhamento para um especialista.

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Profissionais de enfermagem também são capacitados para receber os pacientes, seja na triagem, na identificação de sintomas e nas orientações a respeito de doenças que são comuns nesta época do ano. Isso também é feito em um trabalho de porta em porta, por meio das 598 equipes da Estratégia Saúde da Família do Distrito Federal.

A expansão nessa área foi grande: eram 372 em dezembro de 2019. “Mesmo durante a pandemia, a Atenção Primária no DF não parou de crescer e de se qualificar”, lembra o coordenador de Atenção Primária da Secretaria de Saúde, Fernando Erick Damasceno.

“O fortalecimento da Atenção Primária significa a ampliação do acesso à saúde”, afirma o secretário-adjunto de Assistência à Saúde, Pedro Zancanaro. Os números confirmam isso: em três anos, o total de pessoas cadastradas para acompanhamento pelas equipes da Estratégia Saúde da Família pulou de 400 mil para 1,79 milhão.

A cobertura já abrange mais de 55% da população do Distrito Federal. O secretário-adjunto ressalta que o resultado prático é o maior alcance da assistência pré-natal, o acompanhamento de pessoas com doenças crônicas, de idosos e crianças.

O coordenador da Atenção Primária também destaca o ganho em termos de gestão. O cadastro das famílias permite compreender melhor onde estão os usuários do Sistema Único de Saúde. Dessa forma, é possível planejar com mais qualidade as ações e serviços a serem ofertados. “É uma maior proximidade com a comunidade”, acrescenta Fernando Erick.

Atendimento especializado

A Atenção Primária à Saúde também ampliou de forma significativa o atendimento em nível especializado. De 2018 para cá, o percentual de expansão dos Núcleos Ampliados de Saúde da Família (Nasf) cresceu 555%. Eram nove unidades, agora são 59. “Isso significa uma atenção mais qualificada, além do aumento da população assistida”, ressalta o médico Oronides Urbano.

Com profissionais de nutrição, psicologia, terapia ocupacional, assistência social, fisioterapia, farmácia e fonoaudiologia, os Nasf realizam atividades coletivas para promoção da saúde, se adaptando de acordo com a realidade local. Por exemplo: onde há um grande número de idosos, as iniciativas focam na promoção de atividades físicas e prevenção de lesões. Já onde há muitos jovens, o foco são as ações e o combate ao tabagismo. Gestantes, doentes crônicos e crianças estão entre as prioridades dos Nasfs no DF.

Por conta dos efeitos da pandemia, houve reforço nas atividades da área de saúde mental e de combate à obesidade. “É uma possibilidade maior que esse paciente tenha os seus problemas resolvidos na atenção primária”, explica o coordenador da Atenção Primária, Fernando Erick Damasceno. Isso significa uma menor procura pelos hospitais, que passam a se concentrar nos casos mais críticos.

FONTEAgência Saúde-DF
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