GDF confirma volta às aulas 100% presenciais em escolas públicas em 3/11

Aulas à distância só serão concedidas para alunos com laudo médico, apontando alguma necessidade específica de restrição. Para os demais alunos, o regresso às aulas presenciais é obrigatório

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As secretarias de Saúde e de Educação do Distrito Federal publicaram portaria conjunta no Diário Oficial do DF (DODF) desta sexta-feira (29/10) confirmando o retorno 100% presencial às aulas nas escolas da rede pública da capital. Desde o fechamento das escolas por causa da pandemia da Covid-19 os alunos das unidades públicas de educação estavam estudando em modelo híbrido. A partir da próxima quarta-feira (3/11), logo após o feriado de finados, os estudantes vão poder rever os colegas e professores.

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Mas a portaria reforça que a pandemia ainda não acabou e que os protocolos serão respeitados de forma rigorosa. Alunos e profissionais de educação permanecerão de máscara o tempo todo. O recreio também será de máscara. Ela só será retirada durante as refeições. A aferição de temperatura no início do turno letivo será feita com cada pessoa que adentrar o ambiente escolar.

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Apesar das restrições, durante coletiva de imprensa, nesta manhã de sexta-feira, o secretário de Saúde, general Manoel Pafiadache, general Manoel Pafiadache a secretária de Educação, Helvia Paranaguá e o subsecretário de Vigilância à Saúde, Divino Valero demonstram empolgação com a retomada das aulas presenciais.

“A nossa preocupação é o estudante. Nós não podemos deixar de garantir a eles o direito de educação de qualidade. A rotina é importante. É um dia, dois dias não importa. Mas para a criança importa sim. Para a criança cada dia conta”, ressaltou, Hélvia sobre o significado da convivência escolar para as crianças.

Já Pafiadache destacou que o regresso é importante para a saúde mental dos alunos. “Vamos fazer de tudo para que essa volta das aulas presenciais não tenha retrocesso”, assegurou. Não é uma liberação total. É liberar parcialmente com segurança. Para a gente começar a voltar à normalidade”, esclareceu.

Valero comentou a aposta em um aplicativo, que foi criado para o monitoramento de possíveis casos em tempo real. A plataforma, elaborada pela Secretaria de Saúde, será utilizada também em escolas privadas, futuramente. Desenvolvida pela Coordenação Especial de Tecnologia de Informação em Saúde (Ctinf), a ferramenta vai comportar dados, com as informações inseridas diretamente pelos diretores das escolas. Inicialmente, 806 instituições serão monitoradas.

“Nós estamos inaugurando uma nova fase, que é uma fase de intensificação e comunicação. O que nós pretendemos é monitorar em tempo real. Como se nós estivéssemos fazendo um rastreio epidemiológico. Epidemiologia sem informação é fofoca”, disse.

Rede Pública de Ensino

A rede pública do DF conta com 543 mil estudantes e 57 mil servidores. Segundo o governo, foram registrados neste ano, até o momento, 1.756 casos de Covid-19 na Educação do DF. Deste total, 790 foram estudantes, 453 professores e 513 demais profissionais.

O ensino remoto só será concedido a estudantes e profissionais da educação em isolamento ou quarentena, após contato com alguma pessoa diagnosticada com Covid-19. Também serão permitidas aulas à distância para alunos com laudo médico, apontando a necessidade específica, como nos casos de comorbidades. Para os demais, o regresso às aulas presenciais é obrigatório.

 

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