EGOV inicia novas turmas de intérpretes de Libras no DF

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30 novos profisionais de saúde devem aprender linguagem de sinais para atender nas unidades de saúde

Por Kleber Karpov

Na segunda-feira (12), 30 das 120 vagas do curso de Libras Básico, oferecidas na Escola de Governo do Distrito Federal (EGOV), foram destinadas a servidores da Secretaria de Estado de Saúde do DF (SES-DF). O objetivo é, de se oferecer formação e atender o disposto na Lei nº 6.300/2019, que assegura a disponibilização de profissional apto a se comunicar na Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS), nos órgãos da rede pública de saúde do DF.

O curso, destinado a servidores públicos do GDF, tem duração de 60 horas e será realizada em um período de três meses, com término previsto para 17 de outubro. Os alunos devem receber aulas teóricas e práticas, além de abordagens, dentre outros temas, sobre a história da educação dos surdos, terminologias utilizadas, conceitos, legislação.

Na Saúde

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A diretora de Desenvolvimento de Pessoas da SES-DF, Diluana Oliveira, observa que o objetivo da capacitação é proporcionar um atendimento humanizado e eficiente aos usuários surdos que procuram, diariamente, os serviços de saúde. “A ideia é que esses aprendizes sejam futuros multiplicadores e, assim, possamos formar uma corrente do bem, para termos esse atendimento em todas as unidades de saúde”, completa.

Iniciativa essa que ganhou a adesão da técnica em enfermagem, Helen Ponte de Sousa. Lotada no Hospital Regional do Guará (HRG), a aluna, comentou sobre a importância do curso: “O paciente surdo chega até nós e não conseguimos acolhê-lo tão bem por não saber LIBRAS. Então, o curso vai ajudar a receber melhor esses pacientes”.

Multiplicadores

De acordo com o gerente de Educação da Subsecretaria de Gestão de Pessoas da SES-DF, Ysday Custódio, a capacitação deve permitir se colocar, ao menos um profissional de saúde, apto a se comunicar em Libras, em cada estabelecimento de saúde.

Acessibilidade

Instrutora do curso, Alyne Pacífico, observa que o material utilizado durante o curso é acessível. O uso de apostilas, vídeos, além de aulas práticas e provas devem permitir, aos alunos, alcançar a fluência em Libras. Isso em simulações do dia a dia de uma unidade de saúde.

“Fiz uma pesquisa para o meu mestrado, em 2016, quando entrevistei surdos sinalizantes em Libras e 100% dos entrevistados relataram que o maior problema em relação à falta de acessibilidade estava na área da saúde. Eles dependiam de parentes ou interpretes para ir ao médico, em consultas ou emergências. Por isso, esta capacitação é tão importante”, frisa.

Iniciativa

Deputado Jorge Vianna visita escola de libras na RA do Gama – Foto: Wilter Moreira

A Lei nº 6.300/2019, originária do primeiro Projeto de Lei (PL) nº 103/2019, de autoria do deputado distrital, Jorge Vianna (Podemos). A Lei, sancionada pelo governador Ibaneis Rocha (MDB), assegura aos usuários da rede pública do DF, deficientes auditivos, a presença de intérpretes da Libras, em unidades de Saúde do DF.

O parlamentar, que na quarta-feira (14), que visitou alunos em uma escola de Libras, na Região Administrativa do Gama, lembra que, em todo DF, cerca de 100 mil pessoas, possuem alto grau ou total incapacidade de visual ou auditiva.

Segundo o parlamentar, na saúde, profissionais capacitados em intérpretes de Libra, devem facilitar a vida de pacientes e dos próprios servidores da Saúde. “Desde junho, após a sanção da Lei, pelo governador Ibaneis, a Secretaria de Saúde já deu início ao processo de qualificação dos servidores e, em breve, teremos intérpretes de libras em todas as unidades de saúde. Para mim é um orgulho, pois foi meu primeiro projeto a virar lei, e com isso ganha os usuários do SUS, por poder se comunicar, mas também os próprios profissionais de saúde, que vão poder receber e diagnosticar com mais facilidade os pacientes.”, disse Vianna.