Saúde apura conduta do presidente do SindMédicos que incitou servidor a travar máquina pública

Declarações feitas pelo sindicalista, gravadas em vídeo que circula nas redes sociais, serão analisadas pela Corregedoria da pasta

O secretário de Saúde, Fábio Gondim, determinou, na tarde desta sexta-feira (6/11), a abertura de uma sindicância para apurar as declarações e conduta do presidente do Sindicato dos Médicos do Distrito Federal (Sindmédicos), Gutemberg Fialho, gravadas em um vídeo que circula nas redes sociais.

Na imagem, Gutemberg incita os médicos a fazerem um “boicote ao governo” e a “travar a máquina pública”, posicionamento que foi recebido com repúdio pela gestão da Saúde de Brasília.

“Causou-me bastante preocupação que o presidente do sindicato de uma das categorias mais importantes da Saúde defenda publicamente que se tomem medidas para travar a máquina pública. Isso não é um boicote ao governo, é um boicote à população”, destacou o secretário.

O titular da pasta se disse surpreso com a declaração de Gutemberg e argumenta que a conduta do sindicalista não faz parte do entendimento de todos os médicos da rede, que sempre prezam pela humanização e pelo atendimento digno à população. “Sei que isso não representa o posicionamento da categoria médica. Essa atitude não é o que tenho visto nas visitas feitas semanalmente aos hospitais da rede”, frisou Gondim.

A Corregedoria da Secretaria de Saúde já está tomando todas as medidas cabíveis para a apuração. “Queremos saber tudo o que aconteceu, de fato, para evitar que a população sofra as consequências de um ato impensado”, finalizou o secretário de Saúde.

Veja o polêmico vídeo:

Para o sindicato, a declaração não significa uma ameaça do presidente, mas um alerta do que pode vir pela frente. “O servidor público, sim, tem motivos e se sente ameaçado a cada dia. Se ilude o governo ao pensar que vai ter a boa vontade de um trabalhador submetido a essas situações”, diz nota publicada no portal da entidade.

Em greve desde 8 de outubro para exigir melhores condições nos hospitais, compra de materiais e o reajuste salarial prometido a 32 categorias ainda no governo de Agnelo Queiroz, o SindMédicos disse que a maior ameaça ao governo é “a pouca capacidade que tem mostrado na gestão da coisa pública, é a inabilidade de lidar com os trabalhadores e com as forças que movem a política.”

Fonte: Metrópoles

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