Novo plano do GDF é acabar com o Instituto de Saúde Mental

Localizada no Riacho Fundo I, a unidade possui hoje, além de atendimento laboratorial, a Casa de Passagem e um CAPs. A ideia do governo é redistribuir servidores para “economizar”

A exemplo do que aconteceu em toda a rede pública de Saúde do DF, o novo alvo da gestão desastrosa de Rodrigo Rollemberg e do secretário da SES, Humberto Fonseca, é o Instituto de Saúde Mental (ISM), localizado no Riacho Fundo I. A ideia do governo, agora, é “fragmentar” a estrutura, que tem 116 servidores e atende mensalmente mais de 3,2 mil pessoas, deixando distantes um do outro o ambulatório, o Centro de Atenção Psicossocial (CAPs) e a Casa de Passagem – voltada, principalmente, a pacientes oriundos do sistema prisional.

E a decisão do governo, que segue a pleno vapor sem qualquer tipo de debate, revoltou pacientes e servidores da unidade. Na manhã desta quinta-feira (01), eles fizeram uma manifestação em frente ao ISM para cobrar explicações, tanto da diretoria do Instituto quanto da equipe de gestão da SES-DF. O vice-presidente do Sindicato dos Médicos (SindMédico-DF), Carlos Fernando, esteve no local e ouviu a população. “A maioria dos pacientes daqui são de baixa renda. Não têm condições de ficar indo e vindo de um lugar para o outro. Tanto é que temos um ônibus para nos trazer aqui. Vai ter transporte nos outros lugares também?”, questionou uma paciente.

Vale ressaltar que o governo já publicou uma portaria, na última terça-feira (30), para determinar como será realizada a mudança. E, segundo a própria direção do Instituto, a principal intenção da gestão da SES-DF é “cortar cargos e economizar”. Ainda de acordo com o que foi informado a pacientes e servidores da unidade nesta quinta-feira (01), a “remodelação” – que teria sido baseada em estudos – chegou até eles na semana passada, sem qualquer tipo de espaço para discussão.

“Se dilui os serviços que funcionam hoje em apenas um espaço, um lugar que foi pensando e planejado para fazer o que faz, a gente já sabe qual vai ser o resultado: os pacientes vão ficar nas mãos da desassistência. Mais uma vez, o GDF nos surpreende com uma proposta descabida, sem debates e que só contribui para o desmonte do SUS-DF”, avalia o presidente do SindMédico-DF, Dr. Gutemberg.

Ao fim da manifestação, representantes de sindicatos, pacientes e servidores marcaram uma reunião, com a gestão da SES-DF, para tentar discutir a “remodelação” do Instituto para amanhã, sexta-feira (02), às 09h.

“O que mais nos preocupa nessa tentativa atrapalha de mudar o que ainda funciona dentro do SUS-DF é saber que os pacientes não serão mais atendidos da forma como são aqui. São pessoas de baixa renda, que precisam de um local para, além do atendimento laboratorial, terem um suporte ao longo de suas vidas. Hoje, tudo funciona em um espaço só, que é o ideal. E o GDF quer acabar com isso”, afirma o vice-presidente do SindMédico-DF, Carlos Fernando.

Projetos do ISM:

Acolhimento, matriciamento, atividades e oficinas terapêuticas, centro de convivência, acompanhamento psiquiátrico, visita domiciliar e programa vida em casa, terapia comunitária, programa de ressocialização de pacientes em conflito com a Lei, programa de geração de renda e atendimento à pessoas vítimas de violência.

Fonte: SindMédico-DF

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