Ministério Público questiona gasto de meio milhão de reais para contratação de serviços veterinários para cães dos Bombeiros

O Ministério Público de Contas do Distrito Federal (MPC/DF) encaminhou ao Tribunal de Contas do DF (TCDF) a Representação 38/17, questionando o processo de licitação para contratação de serviços veterinários para os 11 cães do Grupamento de Busca e Salvamento do Corpo de Bombeiros do DF (CBMDF), com valor aproximado de R$ 500 mil ao ano. Para o MPC/DF, há indícios de sobrepreço, além de fragilidade no projeto básico.

No final de 2014, foi lançada a licitação com estimativa de custo no valor de R$ 135 mil. Em outubro de 2015, quando foi aberto o pregão eletrônico não havia nenhuma proposta. Em janeiro de 2016, novamente na apuração de propostas não houve interesse de nenhuma empresa. O processo foi arquivado e novo procedimento foi iniciado com a mesma finalidade. Dessa vez, a estimativa de custo do serviço foi elevada para R$ 174 mil. Em novembro do mesmo ano, na abertura, outra vez, não houve interesse de prestadores do serviço. Em fevereiro desse ano, foi feita nova estimativa de gastos, elevando a previsão de custo para R$ 322 mil e em maio, novo valor, quase meio milhão de reais, exatos R$ 469.935,00.

Conforme o MPC/DF, causou muita estranheza que, em um intervalo de um ano, curto para ajustes mais significativos de preços, a estimativa de custo passe de R$ 175 mil para meio milhão, para os mesmos serviços, isto é um aumento de quase 300%.

Os preços de alguns medicamentos, indicados no processo, também se apresentam superiores em relação aos pesquisados. Por exemplo, o colírio Still foi cotado a R$ 41,75 e o preço máximo ao consumidor final é de R$ 14,68. Outro colírio, o Tobrex foi cotado no processo a R$ 34,25, sendo que o preço máximo para o consumidor é de R$ 26,87.

Há, ainda, nos autos, questionamentos feitos por um médico-veterinário que apontou inadequações no edital. Conforme o profissional, a contratação não contemplava consultas preventivas de rotina, tratamentos profiláticos, vacinação, nutrição adequada, o que, segundo o especialista, justificaria ajustes no edital. Para o MPC/DF, as dúvidas do veterinário mereceriam atenção dos organizadores do processo. A inexistência de programação de consultas preventivas e de tratamento profiláticos, sem periodicidade e descrição de quantidade de insumos, nas considerações do MPC indicam a fragilidade do projeto.

Com processo número 29628/17 e relatoria do Conselheiro José Roberto Paiva Martins, a Representação 38/17 foi acolhida pelo TCDF, nesta quinta-feira, 28/09, que determinou, a pedido do MPC/DF, a suspensão de abertura da nova licitação. Se já tiver ocorrido, solicita que não seja feito o contrato ou qualquer pagamento, até que o CBMDF apresente os esclarecimentos, em prazo de 15 dias.

Fonte: MPC-DF

Destaques

TCDF dá cinco dias para Administração do Plano Piloto explicar cobrança e prazos a feirantes da Torre de TV

Por Kleber Karpov O Tribunal de Contas do Distrito Federal...

STF deve julgar revisão judicial de valores pagos pelo SUS a hospitais privados

Por Kleber Karpov O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF)...

Primeira edição do Grammy Fono premia profissionais de destaque no DF a partir do voto popular

Por Kleber Karpov O Distrito Federal recebe a primeira edição...

Telemedicina: acesso à saúde sem sair de casa

Cuidar da saúde ficou muito mais prático com os...

Ministério da Agriculgura declara emergência zoossanitária em quatro municípios de SC após foco de Newcastle

Por Kleber Karpov O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa)...