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01 fev 2026 04:43

Doença mão-pé-boca: Pais devem redobrar atenção no ambiente escolar

Hidratação e cuidados com lesões são essenciais para recuperação segura

Pais e responsáveis devem ficar atentos a doenças frequentes no ambiente escolar. Entre elas, destaca-se a doença mão-pé-boca, provocada pelo vírus Coxsackie, da família dos enterovírus. Altamente contagiosa, essa enfermidade afeta sobretudo crianças menores de 5 anos, embora também possa atingir adultos. Os casos tendem a ocorrer durante todo o ano, mas são mais comuns no verão e no início do outono.

Doença mão-pé-boca é altamente contagiosa; pais devem ficar atentos ao ambiente escolar | Foto: Ualisson Noronha/Arquivo Agência Saúde-DF

“A transmissão acontece de duas formas principais: pelo contato direto com uma pessoa infectada ou suas secreções e pela contaminação indireta, por meio de superfícies ou objetos contaminados”, explica o pediatra Fabrício Paz, referência técnica distrital (RTD) da Secretaria de Saúde (SES-DF). Ele ressalta que o risco de transmissão é maior nos primeiros dias de sintomas.

Os sinais mais comuns da doença incluem feridas na mucosa bucal (estomatites), bolhas nas mãos e pés, febre alta e dor de garganta. As lesões podem se manifestar também nas nádegas e na região genital. Em alguns casos, ocorre a onicomadese (descolamento das unhas a partir da base) semanas após o início dos sintomas. Essa condição, entretanto, não exige tratamento específico.

Por ser uma infecção viral, o tratamento é sintomático. “Os sintomas duram, em média, de dez a 14 dias. É essencial garantir uma boa hidratação e prevenir infecções secundárias nas lesões”, orienta o médico.

As lesões bucais podem dificultar a ingestão de líquidos e alimentos, aumentando o risco de desidratação. Para evitar complicações, recomenda-se oferecer alimentos de consistência pastosa, como purês, mingaus e sopas. Bebidas geladas, como água e sucos naturais, ajudam a aliviar o desconforto. A amamentação também deve ser mantida, pois o leite materno oferece inúmeros benefícios para a imunidade e a saúde do bebê. Caso não seja possível manter uma hidratação adequada, pode ser necessária a internação para administração de líquidos intravenosos.

Atendimento e tratamento

A rede pública de saúde do Distrito Federal está preparada para atender casos da doença. As unidades básicas de saúde (UBSs) são a porta de entrada para o tratamento e orientação de pais e familiares quanto aos cuidados necessários.

Em situações mais graves, como febre alta persistente ou dificuldade para se alimentar e se hidratar, é recomendável procurar atendimento nas unidades de pronto atendimento (UPAs) ou nos hospitais da rede SES-DF. “Lesões muito intensas na boca, que impedem a alimentação, são um sinal de alerta para buscar ajuda médica imediata”, alerta Fabrício.

 

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