Câncer de cabeça e pescoço tem maioria de casos avançados no país

Quanto menor o nível de educação do paciente, maior a gravidade

Por Isabela Vieira 

De cada dez casos de câncer de cabeça e pescoço no Brasil, oito são identificados em estágio avançado. É o que revela pesquisa do Instituto Nacional do Câncer (Inca), publicada na revista científica internacional The Lancet Regional Health Americas. A publicação é uma das mais prestigiadas do setor.

O estudo Disparidades no estágio do diagnóstico de tumores de cabeça e pescoço no Brasil: uma análise abrangente de registros hospitalares de câncer, investigou 145 mil casos entre 2000 e 2017, e também comprovou que, quanto menor o nível de educação do paciente, maior a probabilidade de diagnóstico em estágio grave.

São câncer de cabeça e pescoço os tumores que aparecem na boca, orofaringe, laringe (a região das cordas vocais), nariz, seios nasais, nasofaringe, pescoço, tireoide, couro cabeludo, pele do rosto e do pescoço, segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça a Pescoço. O estudo do Inca, no entanto, só incluiu casos de cavidade oral, orofaringe, hipofaringe e laringe.

A maior parte das pessoas diagnosticadas com a doença tem 60 anos de idade. No entanto, o Inca observou que, nos casos mais graves, os pacientes são mais jovens, com 50, 40 e 30 anos de idade, principalmente pessoas sem o ensino básico ou educação incompleta, o que pode indicar maior vulnerabilidade dos mais pobres. O estudo mostrou que há maior probabilidade de casos graves da doença em homens, pessoas com baixa escolaridade, menos de 50 anos, fumantes e consumidores de bebidas alcoólicas.

Os pesquisadores também chamam atenção para as desigualdades regionais na prevalência do estágio mais avançado na Região Norte do país e defendem mais ações para favorecer o diagnóstico precoce.

“O foco agora é tornar mais rápido o acesso às consultas e aos exames especializados, com menos burocracia, a partir do encaminhamento realizado pelas equipes de atenção primária”, disse, em nota, a epidemiologista do Inca Flávia Nascimento de Carvalho, responsável pela pesquisa, fruto de seu doutorado.

As chances de cura para o câncer de cabeça e pescoço são de 90%, se tratado desde cedo. São sinais de alerta desconforto na garganta, uma ferida que não cicatriza, alteração na voz ou rouquidão e nódulos.

Em 2011, o presidente Luiz Inácio Lula teve um câncer de laringe que, diagnosticado, foi tratado e curado.

Vice-procurador-geral eleitoral defende inelegibilidade de Arruda no TSE

Por Kleber Karpov O vice-procurador-geral eleitoral Alexandre Espinosa Bravo Barbosa...

Lula defende soberania e critica ingerência externa na ONU

Por Kleber Karpov O presidente Luiz Inácio Lula da Silva...

Operadores de segurança monitoram hospitais e UPAs do DF em tempo real para coibir crimes

Por Kleber Karpov Operadores da central de monitoramento da rede...

Luiz Fux assume relatoria de ação sobre registros de Viviane Barci, esposa de Moraes no Senado

Por Kleber Karpov O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF),...

Destaques

Alunos do Qualifica DF recebem treinamento em inteligência artificial pelo Instituto Gabriel Gastal

Por Kleber Karpov Cerca de 100 estudantes do programa Qualifica...

Vice-procurador-geral eleitoral defende inelegibilidade de Arruda no TSE

Por Kleber Karpov O vice-procurador-geral eleitoral Alexandre Espinosa Bravo Barbosa...

Lula defende soberania e critica ingerência externa na ONU

Por Kleber Karpov O presidente Luiz Inácio Lula da Silva...

Auditores fiscais fixam prazo para troca obrigatória de sistema da nota fiscal no DF

Por Kleber Karpov Auditores fiscais da Receita Federal e do...