Investigação descarta reação vacinal em criança de Lençois Paulista

Mesmo esclarecido, caso é objeto de boatos que estimulam hesitação vacinal

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Investigação de especialistas descartou reação vacinal no caso da criança de 10 anos internada em Lençóis Paulista (SP). A menina, que tem asma, foi imunizada na terça-feira (18) e passou mal cerca de 12 horas depois. Exames apontaram que a criança possuía uma doença congênita rara, que desencadeou o quadro clínico. A criança está estável e consciente.

“É importante que os profissionais de Saúde reportem e monitorem eventuais reações adversas, mas, sobretudo evitem alimentar pânico com base em informações incertas. Prosseguir a vacinação das crianças é importante, pois a covid-19 já é a doença passível de prevenção por vacina que mais mata crianças no Brasil”, afirma a presidente do Cofen, Betânia Santos.

“O Centro de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde informa que concluiu nesta quinta-feira (20) a investigação que descartou o evento adverso pós-vacinação na criança de dez anos do município de Lençóis Paulista. Não existe relação causal entre a vacinação e quadro clínico apresentado”, afirma, em nota, o governo de São Paulo.

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Risco Real

Em 2021, quase 20 mil crianças e adolescentes foram hospitalizados em decorrência da covid. De acordo com dados do próprio Ministério da Saúde, 1.148 crianças de 0 a 9 anos de idade morreram de Covid-19 no Brasil até o ano passado.

O país iniciou, na sexta-feira (14/01), a vacinação de crianças de 5 a 11 anos. Apesar das notícias falsas que boicotam a adesão ao imunizante e maximizam os riscos de ocorrências adversas, reproduzidas inclusive por autoridades, ampla maioria das famílias deseja vacinar seus filhos.

Atualmente, estão aprovadas pela Anvisa as versões infantis da Pfizer (5-11) e Coronavac (6-11). A coronavac é usada em crianças a partir de 3 anos em diversos países, com China e Chile. Testes comprovam que as vacinas são seguras e imunogênicas (capazes de produzir defesas).

FONTECOFEN
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